Polícia
Fam�lia de comerci�rio pode ter prote��o policial
EDNELSON FEITOSA O delegado do 3º Distrito, Carlos Alberto Fernandes Reis, se reuniu com o comandante do Batalhão de Radiopatrulha, tenente-coronel Luiz do Nascimento Bugarim, no início da tarde de ontem, para cobrar os nomes dos PMs que estavam em serviço na viatura Blazer da RP (Patamo), no domingo 21 de novembro, último dia do Maceió Fest. Eles seriam suspeitos do seqüestro e assassinato do comerciário Tony Herbert Roberto da Silva. O corpo foi encontrado no dia seguinte, nas imediações da Braskem, no Pontal da Barra. O delegado solicitou o encontro para saber se a viatura citada em depoimentos de guardas municipais pertence à RP, pois existem informações de que não é apenas a Radiopatrulha que tem Blazer com a sigla Patamo no vidro traseiro: existem viaturas desse tipo também no Bope, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar. ?Preciso identificar a unidade da PM que usava veículos desta marca no serviço ostensivo do último dia do Maceió Fest?, explicou. Testemunhas Na manhã de ontem, o delegado confirmou ter recebido do pessoal da Guarda Municipal a garantia de que deteve Tony Herbert, porque ele teria se envolvido numa suposta tentativa de arrombamento de um veículo Pampa que estava estacionado próximo à unidade do Exército (CSM), no Centro. A Guarda Municipal teria entregue o preso ao pessoal de uma viatura da PM. Existem dez testemunhas da prisão no inquérito, pessoas que garantem que os guardas da SMTT levaram o comerciário. ?Eles afirmam que entregaram o rapaz à PM. Preciso agora saber para onde Herbert foi levado: se para uma delegacia ou para o local onde apareceu morto?, disse o delegado. Parentes O delegado Carlos Alberto Fernandes Reis destacou que, se for preciso, pedirá garantias de vida para a família de Tony Herbert. A mãe do rapaz, Vera Lúcia Roberto da Silva, se diz preocupada com a segurança dos cinco filhos. Tília Emanuel, que estava com Tony no Maceió Fest, disse que foi seguida por homens desconhecidos quando ia para o trabalho. Ela juntou testemunhas para o inquérito entre amigos da vítima. É ela também quem vai levar um colega de Tony Herbert que viu quando os guardas o entregaram à PM. Ele teria entrado no ?pote? (compartimento para presos) da viatura apanhando. A testemunha chegou a afirmar para a família do rapaz assassinado que poderia identificar os autores do seqüestro e que sabia os nomes de alguns deles. O advogado Everaldo Patriota, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas e dos Direitos Humanos do Estado, também se comprometeu a conseguir segurança para Vera Lúcia e seus filhos, assim que tomou conhecimento das ameaças. Patriota acompanha de perto as investigações e prometeu denunciar o caso na próxima reunião do Conselho Estadual de Segurança e Justiça. Se for preciso, ele pode, inclusive, convocar uma reunião extraordinária do Conselho.