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Defesa nega liga��o entre Jesse e morte de PM

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FELIPE FARIAS A defesa do policial civil e vereador Jesse James Viana, o Neno, que cumpre pena por duplo assassinato, contestou que haja ligação dele com a morte do ex-PM Israel Francisco dos Santos, executado no último domingo, em frente de casa, no Ponta Grossa. Para advogado José Fragoso, Jesse não está envolvido no assassinato de um irmão de Israel, o soldado PM Elias Francisco dos Santos, numa emboscada em Coruripe, em julho de 2002. ?Temos certidão atestando isso?, disse o representante legal do vereador, que foi condenado pela Justiça como mandante do assassinato do vendedor de jóias José Cerqueira e de seu motorista Magelo da Silva. Os dois desapareceram depois de viajar a Coruripe e seus corpos foram achados cerca de três meses depois. Jesse James foi citado no episódio da execução do ex-PM Israel Francisco, porém, por outro crime também ocorrido em Coruripe. Em julho de 2002, o PM Elias Francisco, irmão de Israel, foi emboscado ao sair de Coruripe para a vizinha cidade de Feliz Deserto. Ele apurava crimes que, segundo as investigações, ?incomodavam? pessoas da região. Mesmo ferido, Elias conseguiu chegar à casa de um irmão, Ezequiel Francisco dos Santos, que o socorreu e levou para o pronto-socorro de Maceió. Elias contou a Ezequiel quem o baleara: seriam dois pistoleiros ligados a Jesse James e ao deputado estadual João Beltrão. Ezequiel tornou-se um homem marcado para morrer e hoje está no Programa de Proteção a Testemunhas do Ministério da Justiça. Israel também ficara sabendo dos detalhes do episódio com o irmão, o que, segundo testemunhas, o transformou num ?arquivo vivo?. Por isso, sua execução foi associada à morte do irmão Elias. Mas, segundo o advogado José Fragoso, o policial civil Jesse James não foi sequer acusado no caso. ?Temos certidão do Cartório do 2º Ofício atestando que ele [Jesse] não figura como indiciado nem foi processado pelo caso?, informou. Quatro pessoas foram indiciadas pela polícia e denunciadas à Justiça, pelo que estão sendo processadas pelo crime: Breno Beltrão, Danúzio Jordão Lessa, Valdemir dos Santos e um quarto homem, identificado como Marcos e conhecido como Marquinhos. ?Jesse James foi relacionado como testemunha arrolada pelo Ministério Público nesse caso?, acrescentou o advogado. Fragoso disse ainda que, ao contrário do que foi divulgado sobre a execução do ex-PM, Israel não iria prestar depoimento sobre o assassinato do irmão. Na verdade, já o fez, em agosto último ?e não apontou Jesse James como envolvido?. O advogado informou que vai entrar com pedido de direito de resposta, em relação ao que foi divulgado sobre o caso.

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