Polícia
Mais um cad�ver n�o identificado � encontrado na mata de Rio Largo
Mais um cadáver não identificado foi encontrado ontem em Rio Largo. É o sétimo caso de ?desova? em mata do município, desde o último mês de agosto. Segundo a polícia, a vítima apresentava perfurações à bala na cabeça e estava em adiantado estado de decomposição. O homicídio ocorreu há mais de 20 dias, segundo os funcionários do IML de Maceió, pois o esqueleto estava quase todo exposto. Na manhã de ontem, o delegado local, Marcílio Barenco, confirmou que o funcionário do Detran Sebastião Pereira, que tem o filho, Carlos Roberto dos Santos, desaparecido há quatro meses, entrou em contato com a delegacia. ?Se ocorrer o pedido dele, peço que seja feito exame de DNA nos cadáveres e ossadas encontradas neste período?, revelou o delegado. Seqüestro O desaparecimento de Carlos Roberto alcançou repercussão nos meios policiais após denúncias de que seguranças do deputado Luiz Pedro (PDT), entre eles dois militares, haviam seqüestrado e executado Carlos Roberto, que morava num dos conjuntos do deputado. Dois suspeitos estão presos e um processo foi aberto pelo juiz Hélder Loureiro. O delegado voltou a afirmar que famílias de pessoas desaparecidas nos últimos quatro meses podem procurar a Delegacia de Rio Largo e solicitar requisição para exames de DNA. ?Nós temos casos de corpos não identificados encontrados em matas e canaviais de Rio Largo, nos dias 31 de outubro, 16 de novembro, 28 de novembro, 20 de dezembro (dois corpos) e 22 de dezembro?, disse Barenco. ?Por se tratar de terreno de mata, os corpos se decompõem mais rapidamente e há demora na localização das vítimas, o que dificulta a identificação, só restando o exame de DNA?, explicou o delegado. Segundo Barenco, Rio Largo é um município cortado por rodovias vicinais, que podem ser usadas sem a necessidade de passar pelo perímetro urbano, área que é policiada. ?Assim, os criminosos chegam e saem do local da ?desova? sem qualquer empecilho?, explicou o delegado. As estradas dão acesso aos municípios do Pilar, Messias, Satuba e Maceió. Ele advertiu, porém, para o fato de que o Estado tem o dever de dar uma resposta às famílias das pessoas desaparecidas; bem como à sociedade alagoana.