Polícia
Pol�cia diz n�o ter d�vida: Diego matou Israel
EDNELSON FEITOSA A Polícia Civil está convencida de que o universitário e lutador de jiu-jítsu Diego Ramirez Pinheiro, 25, foi o autor do atentado que matou o estudante Israel Sampaio de Araújo, 21, na madrugada do último domingo, em Jaraguá, e provocou ferimentos graves em outras três pessoas. O acusado está preso no quartel do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil, e continua negando ter praticado o crime. Segundo o chefe de Operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro, falta identificar quem era o motociclista que deu fuga ao acusado. Essa pessoa permaneceu todo o tempo num beco ao lado da boate Marquês D?Latravéia. Falta também localizar a arma e o motivo exato do crime. As investigações conduzem à suspeita de um acerto de contas, por causa de tráfico de drogas. O policial Roberto Carneiro declarou que está claro também que Tiago Pinheiro de Melo, 23, que permanece hospitalizado, era o alvo de Diego Ramirez. As testemunhas ouvidas no inquérito garantem que Diego apontou a arma para Tiago e começou a atirar, descarregando o revólver. Tiago foi operado na Unidade de Emergência, domingo, e perdeu um dos rins, dilacerado pela bala que o atingiu pelas costas. Israel Sampaio, segundo o chefe de Operações do 2º DP, foi atingido porque estava na ?linha de tiro?, mas nada tinha a ver com o problema. Ele era amigo do acusado. Diego freqüentava sua casa e dava aulas de jiu-jítsu ao irmão mais novo de Israel. Um colega chegou a comentar, na delegacia, que Israel ficou sabendo que Diego havia comprado uma arma, em dezembro do ano passado. Preocupado, chegou a dizer a Diego que deixasse de lado os desentendimentos com Tiago. O chefe de Operações do 2º Distrito afirmou ter ouvido de uma testemunha que Diego esteve, com um motociclista, num passaporte no bairro do Farol. Ali, ele pegou uma pequena importância em dinheiro, por empréstimo, e conversou com o cúmplice por pouco tempo. A testemunha, cuja identidade a polícia não forneceu, contou que Diego chegou ao local entre 0h30 e 1h da madrugada, ou seja, poucos minutos antes de supostamente cometer o crime. Roberto Carneiro disse que poucas vezes tinha visto, em quase 20 anos de profissão, uma pessoa de tamanha frieza. ?Ele [Diego] premeditou tudo, inclusive o pedido de exame residuográfico, capaz de detectar vestígios de pólvora. Como estava de luvas e vestia blusa de mangas compridas, tinha certeza de que seria negativo?. O fato de tentar esconder indícios e a premeditação, se forem comprovados, caracterizam homicídio qualificado.