Polícia
Guardas municipais presos acusados de assalto
EDNELSON FEITOSA Dois guardas civis municipais foram presos e autuados em flagrante, na madrugada de ontem, acusados de tentativa de assalto a uma casa, na localidade conhecida como Beco da Força Expedicionária Brasileira (FEB), em Ponta Grossa. Os servidores públicos Evelange Soares Soriano, 30, e Hélder Alcides Gomes, 34, negaram no interrogatório ter praticado o crime: alegaram que tentaram invadir a casa porque queriam ?pegar um ladrão?. O caso é investigado pelo delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima. A ambulante Josefa Maria da Silva, 61, relatou na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC I), no Farol, que abriu a porta de sua casa e se preparava para ir trabalhar no Mercado da Produção, por volta de 4h30, quando percebeu a aproximação de dois homens. Um deles, segundo ela, estava encapuzado. ?Fiquei assustada, vi que eram assaltantes e fechei a porta de casa?, afirmou ela em depoimento à polícia. Josefa Maria disse que um dos homens se aproximou gritando que era a polícia e que abrisse a porta, porque senão arcaria com as conseqüências. ?Fiquei desesperada, pedindo socorro para minha filha, porque vi que ele tinha uma arma apontada para mim?, contou ela. A filha da ambulante, Ângela Maria da Silva, 26, disse que acordou com os gritos de socorro da mãe. ?Não tinha certeza do que estava ocorrendo, mas imaginei que seria muito grave, pela barulheira na porta de minha casa?, advertiu ela. Quando chegou na sala, Ângela viu que um dos homens estava empurrando a porta, dizendo que queria entrar para prender um ladrão de bicicletas, enquanto o outro apontava um revólver para a porta de sua casa. ?Foi um desespero total, pois só estávamos em casa eu, minha mãe e uma criança?, contou ela. Dona Josefa Maria declarou na CIAPC I que era o homem encapuzado, identificado posteriormente como o guarda municipal Evelange Soares, que queria abrir sua porta de qualquer jeito e não aceitava a negativa de sua filha de que não havia bandido nenhum ali dentro. Vizinhos da ambulante telefonaram para a Delegacia do 3º Distrito, a menos de 250 metros do local, comunicando o assalto. O policial Carlos Roberto da Silva, 55, saiu em socorro das vítimas. ?Quando cheguei, um dos homens estava apontando o revólver para a porta de vidro da casa?, relatou. ?Quando me viu chegar, virou-se e apontou a arma para mim, dizendo que era um trabalho da polícia?. ?Precisei inibir a resistência e acabei disparando um tiro?, confirmou o policial. Segundo Carlos Roberto, Hélder concordou em jogar a arma e se deitar no chão, mas o segundo homem só se entregou quando outros policiais do 3º DP chegaram numa viatura.