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Empres�rio acusa transportadora de clonar ve�culo e recorre � Justi�a

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DORGIVAL JUNIOR O empresário Newton Porciúncula Júnior ? proprietário da Cinter Transportes Rodoviários Ltda. ? denunciou que foi vítima do golpe da clonagem de veículos. De acordo com ele, a empresa Nordeste Comércio e Importação Ltda. (com sede na cidade de Aracaju-SE) teria retirado a placa do reboque tipo prancha (MVP 8011-AL) ? locado à Cinter, em março do ano passado ? para utilizar em um outro reboque (de propriedade da Nordeste Comércio e Importação Ltda.), que está com a documentação irregular. O golpe só foi descoberto quando a carreta, que transportava o reboque clonado, foi apreendida pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no município de São Sebastião, quarta-feira passada. ?A Nordeste retirou a placa do meu reboque de dois eixos, que estava locado, utilizando-a em um outro reboque de três eixos. Quando a polícia parou a carreta para vistoria, constatou a irregularidade?, disse ele, lembrando que o reboque de dois eixos só tem capacidade de carga de até 50 toneladas, enquanto o de três pode chegar a cerca de 75 toneladas. O empresário, que trabalha há 16 anos no ramo de transporte, esclareceu que ao ser comunicado do fato descobriu que o seu reboque, que está com toda a documentação regularizada, estava em uma garagem da Nordeste Comércio e Importação Ltda. na cidade sergipana de Carmópolis. ?Na mesma hora mandei um funcionário apanhar o meu reboque e levá-lo ao posto da PRF, em São Sebastião, para que fosse feita a perícia?, acrescentou Newton Porciúncula, esclarecendo que o reboque de sua propriedade, por não apresentar nenhuma irregularidade, foi liberado pelos policiais. ?O outro reboque pertencente à Nordeste Comércio e Importação Ltda. continua retido no posto policial. Quem cometeu a clonagem foi a Nordeste e não a minha empresa?, disse o empresário, que também está analisando a possibilidade de elaborar um ofício solicitando ao Instituto de Criminalística a perícia no reboque de sua propriedade. ?Não quero que fique a menor dúvida sobre a nossa inocência neste caso. Somos uma empresa séria e honesta?, acrescentou ele. Newton Porciúncula esclareceu, ainda, que a carreta (cavalo, placa HZY 0231-SE) que puxava o reboque clonado, retido em São Sebastião ? pertence à Nordeste. Quanto ao condutor do veículo, o empresário afirmou que ele não tem qualquer vínculo com a Cinter Transportes. ?Ele deve ser empregado da Nordeste Comércio e Importação Ltda.? ? disse ele, esclarecendo que, segundo foi informado, a carreta estava transportando um tanque. ?Os reboques ? tipo prancha ? são usados para o transporte de cargas especiais, que são fora de medida como tanques, entre outros produtos de grande porte?, esclareceu ele, afirmando que estará procurando seus direitos na Justiça entrando com uma ação de danos morais contra a Nordeste. ?Meu reboque estava sob a responsabilidade da Nordeste Comércio e Importação Ltda. Vou procurar meus direitos na Justiça?, disse o empresário, lembrando que o seu reboque, após passar pela perícia da Polícia Rodoviária Federal, foi liberado, estando na garagem da Cinter Transporte, no bairro do Feitosa, em Maceió.

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