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Pol�cia apura crime anterior atribu�do a Diego

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EDNELSON FEITOSA Policiais do 2º Distrito estão trabalhando para confirmar indícios de uma nova versão, que surgiu ontem, para o verdadeiro motivo que teria levado o lutador de jiu-jítsu Diego Ramirez Pinheiro a atentar contra a vida de Tiago Pinheiro de Melo, que seria o alvo principal do atentado que matou Israel Sampaio de Araújo Franco, na madrugada do último domingo, em frente à boate Marques D?Latravéia, em Jaraguá. Tiago foi atingido por um tiro mas sobreviveu. Israel foi alvejado na cabeça, provavelmente por uma bala perdida, e morreu. Outras três pessoas foram feridas. Chegou ao conhecimento da polícia que Diego havia cometido um crime e Tiago estaria ameaçando denunciá-lo à polícia. Surgiram sérios desentendimentos entre os dois e o clima ficou ?insuportável?. O lutador de jiu-jítsu, então, comprou uma arma e decidiu matar Tiago no último domingo. O chefe do Setor de Operações da Delegacia do 2º Distrito, Roberto Carneiro, confirmou ter recebido a informação de que o atentado não foi um simples ?acerto de contas? por causa do comércio de drogas na área, conforme o próprio Tiago havia informado, quando revelou ser usuário de drogas e disse que Diego, além de consumir, vendia entorpecentes. Quando foi ouvido pelo delegado Dalmo Lima Lopes, Tiago não revelou o suposto crime anterior de Diego. Ele não chegou a ser indagado a respeito. Essa nova pista só surgiu na última quinta-feira. Relaxamento de prisão A família do estudante Israel Sampaio de Araújo, vítima fatal do atentado do último domingo em Jaraguá, ficou revoltada na manhã de ontem, com a notícia de que o advogado de Diego Ramirez Pinheiro, Welton Roberto, havia entrado na Justiça com um pedido de relaxamento da prisão do acusado. Welton Roberto alega que Diego não foi preso em flagrante e se apresentou à polícia na manhã do último domingo, pois voltou para casa quando soube que estava sendo procurado pela polícia. ?Na realidade havia uma diligência em andamento; então, cabia o flagrante?, garantiu o advogado e tio de Israel, João Sapucaia, reafirmando que já são quinze as testemunhas ouvidas pela polícia que confirmam ter sido Diego o autor dos disparos que mataram seu sobrinho e provocaram ferimentos em outras quatro pessoas.

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