Polícia
Estudante � baleado na cabe�a em mais um atentado em casa noturna
EDNELSON FEITOSA Mais um atentado em casa noturna em Maceió ocorreu na madrugada do último domingo, 16. O estudante Alexandre Souza dos Santos, 19, foi baleado na cabeça quando deixava a Kala Hari, no Tabuleiro do Martins. Foi o segundo caso de atentado contra clientes de boates este ano. No dia 9 de dezembro, Israel Sampaio, 21, foi assassinado com um tiro na cabeça e três rapazes ficaram feridos em frente ao Marquês D?Latravéia, em Jaraguá. Os levantamentos preliminares do fato foram realizados pelo tenente PM Cletiano, que também socorreu a vítima agonizante até a Unidade de Emergência, onde permanecia entubada até ontem à noite, em estado de coma, num leito da UTI. A polícia ouviu duas testemunhas oculares da ocorrência, que informaram ter visto o estudante passar pela portaria e deixar o estabelecimento. Ele já estava do lado de fora, quando foi abordado, pelas costas, por um rapaz não identificado, que efetuou os disparos a curta distância. Na manhã de ontem, a dona de casa Maria Cassimiro de Souza, 43, mãe do estudante, estava na rampa da Unidade de Emergência aguardando notícias do estado de saúde do filho. ?Tenho fé em Deus que ele vai sobreviver. Sei que é grave, mas ele vai superar?, afirmou Maria, preocupada com a informação de que a vítima era mantida viva por meio de aparelhos. Maria contou à GAZETA que o filho reside e trabalha no bairro do Tabuleiro Novo, próximo à casa noturna onde sofreu o atentado. Segundo ela, o estudante saiu de casa no sábado pela manhã para trabalhar com um parente. Quando terminou o serviço, ele foi para a casa da namorada. No entanto, ligou dizendo que já estava com o dinheiro para comprar o remédio da avó, Josete. Por volta de 2h30 de domingo, Alexandre voltou a ligar para a mãe, dizendo que estava assistindo a um show de forró e que voltaria logo, pois pretendia participar do jogo do time de seu padrasto, Nilson Francisco Rodrigues, 46. ?Ele parecia alegre. Não sei se estava sozinho, com amigos ou com a namorada?, revelou ela. Uma hora depois, uma pessoa bateu à porta. ?Pensei que era meu filho e até reclamei que ele estava ficando acostumado a esquecer a chave. Foi quando minha mãe disse que não era o Alexandre e que outra pessoa estava chamando?, explicou. Suspeitas Maria Cassimiro saiu correndo até a casa noturna, onde já não encontrou Alexandre, que tinha sido socorrido numa viatura do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Disse ter visto um grande tumulto no local e sido informada que o estudante havia levado um tiro. Não houve discussão ou qualquer tipo de problema que pudesse justificar os tiros disparados contra ele. A mãe admitiu que Alexandre tinha se envolvido em um problema numa discoteca da Santa Lúcia. A confusão nem tinha sido com ele, e sim com um amigo, de nome Eduardo, por causa da namorada do outro rapaz. Desde então, vinha sendo ameaçado de morte por um rapaz identificado como Ricardo, um ?bronqueiro?, velho conhecido da polícia da localidade. Ricardo teria rondado a casa e jurado Alexandre, afirmando para outros jovens do bairro que o estudante não perdia por esperar e o que ?era dele estava guardado?. Entretanto, as ameaças não assustaram a vítima, que não tinha dado a menor importância ao desentendimento, ocorrido em dezembro passado.