Polícia
Mulher � atropelada em cal�ada da Ponta Verde
EDNELSON FEITOSA FELIPE FARIAS A dona-de-casa e ex-professora Margarete Maria de Almeida Urtiga, 48 anos, foi atropelada quando fazia caminhada, por volta das 4h40 de ontem, na praia da Ponta Verde, nas imediações do posto policial da Operação Litorânea (Oplit), na conhecida curva do Alagoinhas. O veículo Ford Fiesta, de placa MVI 2899-AL, cor branca, modelo 2002, dirigido por Tiago Roberto Lamenha Firmino, 22, perdeu o controle na curva entre as avenidas Sílvio Vianna e Álvaro Otacílio, subiu a calçada, atropelou a dona-de-casa e bateu num coqueiro. A vítima foi socorrida por uma unidade de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e internada no setor de emergência da Santa Casa de Misericórdia. Segundo a família, ela permanecia ontem em observação, foi transferida para um apartamento, mas ainda não estaria afastado o risco de morte. Tiago Roberto foi detido no local do acidente por uma equipe de policiais civis da Oplit. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, teve a carteira de habilitação (CNH) apreendida e foi levado à Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC 3), em Cruz das Almas. Segundo o delegado Carlos Sales, de plantão na CIAPC 3, o acusado ?sobrou? na curva, subiu na calçada e causou o atropelamento, o que caracteriza crime de lesão corporal culposa. ?Determinei que fosse feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) que já foi encaminhado à Delegacia de Acidentes?, declarou o delegado. Agressivo Os policiais da Oplit disseram que o veículo era dirigido em alta velocidade e que o motorista se mostrou agressivo quando foi abordado pelos policiais, sendo preciso ser algemado para que fosse levado para prestar declarações ao delegado de plantão Carlos Sales. A GAZETA tentou ouvir a família de Tiago e não conseguiu localizar ninguém, mas apurou que, segundo um parente, ?foi um ato de irresponsabilidade que ele [Tiago] assume e pelo qual responderá?. Tiago está concluindo o curso de Medicina. Segundo a família, o ?cansaço provocado pelos seguidos plantões? seria um dos motivos do acidente, ocorrido depois de uma festa, quando ele tinha ido deixar colegas em casa. Ele teria até cogitado ir visitar a vítima do atropelamento, mas foi desaconselhado pela família. ?O Tiago é uma pessoa equilibrada e vai se tornar médico. Houve um erro, que ele admite e pelo qual responderá, mas não é um marginal?, argumentou um amigo da família. /// Irmã pede lombada na orla Margarete permanecia ontem internada num apartamento na Santa Casa. Segundo sua irmã, Goretti Urtiga, ela sofreu fratura da clavícula, escoriações no tórax, um corte no rosto e um hematoma na cabeça. ?Gostaria de fazer um apelo às autoridades. Quando você viaja para Marechal Deodoro, encontra diversas lombadas eletrônicas, mas ao caminhar pela Ponta Verde está sujeito a riscos como esses?, protestou. Apesar de estar no apartamento, segundo a irmã, o risco de morte ainda não está afastado porque Margarete continua em observação, não pode se alimentar devido aos ferimentos no rosto e na boca, e os médicos informaram à família que um neurologista e um ortopedista estão de sobreaviso, caso ocorra alguma complicação em seu quadro de saúde. Para a família, o carro de Tiago vinha em alta velocidade quando provocou o atropelamento. ?Ela disse que quando viu o carro, apressou o passo e ainda assim acabou atingida. Ficamos imaginando que, se ela não tivesse corrido, talvez não estivesse mais aqui?, lamenta Goretti.