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Delegado diz que tem suspeito no assassinato de professora

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O delegado do 6º Distrito, Antônio Monteiro de Souza Filho, declarou ontem ter um suspeito de envolvimento no assassinato da professora Isabel Silvina Cavalcante de Sá, 48, encontrada morta a golpes de faca-peixeira, seminua, na calçada do sítio da Comunidade Bíblica Maanaim, localizado próximo ao Conjunto José Tenório, na Serraria. Ele considera que as investigações estão avançadas e que há fortes indícios de latrocínio, ou seja, ela foi morta por assaltantes que roubaram objetos em seu apartamento, localizado no Bloco 28 do Conjunto José Tenório. ?Estava tudo revirado, um indício de que pessoas estiveram no apartamento na madrugada do crime?, esclareceu o delegado. Segundo Antônio Monteiro, a preocupação de enrolar o rosto e o tórax da vítima num lençol levanta suspeitas de que a professora foi esfaqueada ainda no apartamento e levada e abandonada, já morta, no local onde foi encontrada por vigias de sítios da localidade. ?Para tanto, era preciso que fosse usado um veículo?, comentou ele. O corpo foi encontrado por populares na calçada, em frente ao portão do sítio. O vigia Manoel José dos Santos, 60, passava pelo local, por volta das 6 horas da última quarta-feira, quando viu o cadáver da professora. A cabeça e o tórax estavam enrolados com um lençol. ?Ela estava descalça, mas dava para perceber que era gente de bem?, lembrou. Ele chamou a Polícia Militar. Barulho Os vizinhos declararam à polícia terem ouvido muito barulho pela madrugada. Destacaram que parecia alguém arrumando a casa, fato estranho por causa do horário, 3 horas. Roberto Fernandes Tenório, que mora no apartamento 301 do Bloco 28, revelou que várias vezes foi à janela do quarto, mas garante não ter visto nada de suspeito. A professora Isabel Silvina era separada e morava sozinha no apartamento. Era querida pelos vizinhos e uma pessoa reservada, que não costumava receber visitas. No final da manhã de quarta-feira, parentes de Isabel estiveram no prédio, conversaram com vizinhos da vítima e passaram informações que podem ajudar a polícia a identificar o criminoso. Peritos do Instituto de Criminalística compareceram ao apartamento da professora Isabel para tentar localizar indícios capazes de identificar possíveis suspeitos, no quarto e na cama da vítima. Um indício, que o delegado Monteiro mantém em sigilo, pode levar a polícia ao principal suspeito. ?Se ela estava com alguém, quero saber quem era a pessoa que esteve no apartamento na última terça-feira?. O delegado Antônio Monteiro, que acompanhou a perícia técnica, avaliou que pelo menos duas pessoas participaram da ação. ?Eles tentaram retirar o ar-condicionado. Uma pessoa sozinha não tentaria roubar um aparelho tão pesado?, declarou ele. Faltavam no apartamento, segundo o delegado, equipamentos básicos como televisor e aparelho de som. (EF)

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