Polícia
Soldado PM teria amea�ado a jovem
Após ter feito a denúncia, Inês dos Santos passou a sofrer ameaças, segundo ela, feitas pelo mototaxista José Sérgio, que passava pela porta de sua casa, localizada às margens da rodovia BR-316. Ela disse que ficou amedrontada, mudou-se para a casa de um parente em Branca de Atalaia e não deixou de cobrar da polícia o esclarecimento do sumiço da filha Macléia. O mototaxista José Sérgio Azevedo da Silva, 35, negou, na Delegacia de Atalaia, haver viajado em sua moto com Macléia dos Santos Souza para o município de Teotônio Vilela, na noite de 2 de fevereiro. Ele admitiu que a conhecia há muito tempo e disse que, nos últimos meses, ?levava Macléia para todo canto, para fazer programas?. Segundo Sérgio, Macléia era uma cliente tão freqüente do seu serviço de mototáxi que costumava pagá-lo por semana. ?Como eu era uma pessoa de confiança, ela me pagava bem?, alegou ele. Sua versão é de que pegou a jovem na casa dela na noite de 2 de fevereiro e a levou ?até a praça? de Atalaia. Alegou que não sabia para onde Macléia teria ido. Segundo disse, ela pode ?ter saído com algum cliente?. Ameaça de PM Quatro dias após procurar o delegado local, Ednaldo Marques, para denunciar que sua filha havia sumido e que a principal suspeita era Amália Miranda Lopes, esposa do juiz Willamo de Omena Lopes, da comarca de Anadia, a mãe de Macléia levantou novas suspeitas de que a filha desapareceu porque tinha sido namorada do juiz, com quem tinha um filho de 1 ano e oito meses. Inês Souza disse que Amália, esposa do juiz, não ameaçou pessoalmente sua filha quando esteve em sua casa, há um ano. Segundo Inês, Amália queria que Macléia saísse de Atalaia. No entanto, o soldado PM Joab, ?uma espécie de segurança da esposa do juiz?, segundo Inês, também esteve em sua casa, tentando convencer Macléia a ir embora de Atalaia com o filho. ?O Joab estava sentado no sofá e insistiu várias vezes que ela saísse de Atalaia com o filho. Ela dizia que seu lugar era aqui. Não tinha motivo para fugir. Houve um momento em que ele [Joab] pegou o revólver, tirou as balas e apontou para minha filha, puxando o gatilho em seguida e disse: ?veja como é fácil matar uma pessoa. É melhor você ir embora??, relatou Inês. O delegado Ednaldo Marques prometeu ontem que o soldado PM e outros policiais citados por testemunhas do caso serão ouvidos no inquérito. (EF)