Polícia
Delegado pede hoje a pris�o dos 4 PMs acusados de matar Tony
O delegado do 3º Distrito, Carlos Alberto Fernandes Reis, encaminha hoje à Justiça o pedido de prisão preventiva dos quatro policiais militares ? um cabo e três soldados ? acusados do assassinato do comerciário Tony Herbert Roberto da Silva, 24 anos, no dia 21 de novembro, após ter sido preso por guardas municipais e entregue a uma guarnição da PM. Segundo o delegado, a medida deve atingir o cabo PM Jailton Firmino, que se encontra recolhido ao presídio militar do Trapiche da Barra, e os soldados José Ronaldo dos Santos, Marcelo Carlson Lima de Oliveira e Abdi Ferreira Félix, pertencentes ao Batalhão de Radiopatrulha. Firmino foi preso e autuado em flagrante, na semana passada, por porte ilegal de arma. Ele estava com uma pistola calibre 765, sem registro, e é acusado também de assalto à mão armada contra um policial militar, no ano passado. Reconhecidos pelos guardas municipais, os soldados Ronaldo, Carlson e Abdi revelaram em depoimento ao major PM Lucena, que preside o Inquérito Policial Militar (IPM), e ao delegado Carlos Reis, que estavam na viatura que recebeu o preso, mas negaram ter atirado na vítima. O cabo Firmino continua negando ter praticado o crime. Os três soldados confessaram que Tony Herbert estava bêbado quando foi colocado na viatura e levado para um terreno baldio, próximo à Braskem, no Pontal da Barra, onde foi espancado pelo cabo PM Firmino. ??Quando prenderam Tony, os PMs bateram quinze vezes a cabeça dele contra um veículo e, em seguida, o levaram para o local da execução?, contou o delegado. Os soldados alegaram que os dois tiros foram disparados por Firmino. Um atingiu a nuca e o outro decepou o dedo da vítima. Eles narraram em interrogatório que quando era retirado da viatura, Tony citou um trecho bíblico: ?O Senhor é meu pastor, nada me faltará?. Minutos depois, foi morto. O objetivo da prisão preventiva dos acusados da morte de Tony Herbert é impedir que, de alguma forma, eles prejudiquem o andamento do processo, principalmente intimidando testemunhas. Os três guardas municipais que reconheceram os quatro policiais militares estão se sentindo ameaçados de morte e chegaram a pedir para ingressar no Programa Nacional de Proteção a Testemunhas do Ministério da Justiça. Eles revelaram que suas casas foram visitadas por homens desconhecidos, que tentavam localizá-los. Por medida de segurança, os guardas foram afastados do trabalho nas ruas. (EF)