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M�e de Klebson: “Ele estava sendo amea�ado”

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EDNELSON FEITOSA A enfermeira Kátia Almeida, mãe de Klebson Silva de Almeida, disse ontem à GAZETA, durante o velório do filho, que ?quando ele foi espancado, eu pedi muito por justiça, mas acharam que era lesão leve e colocaram os agressores em liberdade. Espero que dessa vez considerem lesão grave. A partir de agora, a Justiça é que vai decidir se é leve ou grave, pois para mim acabou tudo?. Segundo ela, o filho não tinha inimigos, senão os ?pitboys?, pois ?ele contraiu uma intriga, após o problema na boate Uau, em Jaraguá?, declarou ela. Ameaças A mãe confirmou que Klebson vinha sofrendo ameaças desde que os três acusados do espancamento foram colocados em liberdade. Durante o carnaval, Klebson foi seguido por um homem armado em Paripueira. ?Em Maceió, ele foi perseguido por dois homens tatuados, numa moto?. ?Um amigo avisou ao meu filho, em Paripueira, de onde estavam partindo as ameaças e pediu que tomasse cuidado. Cheguei a alertar e pedir que não fosse ao show no sábado. Ele sabia que ia morrer?, afirmou Kátia. Insistência Nos últimos dias, Kátia vinha insistindo com o filho para que ele fosse embora de Alagoas. Prometeu comprar uma passagem para São Paulo. No entanto, Klebson queria primeiro terminar seu curso de computação e somente depois pensar na viagem. A enfermeira descarta por completo a versão de que o estudante foi morto por assaltantes. ?Não acredito na versão de assalto. Já haviam avisado a ele para tomar cuidado quando deixasse casas de espetáculos?, frisou ela. Segundo Kátia, Klebson e um amigo deixaram o show pela madrugada e procuraram um táxi para voltar para casa. Eles tentaram negociar com um taxista que pediu R$ 15,00 para levá-los ao bairro do Poço, onde a vítima morava. Ele queria pagar R$ 10,00. Então, atravessou a rua. Antes de encontrarem um transporte, um Gol branco interceptou os dois rapazes, de onde desceram dois homens, um deles de arma em punho. ?Atira logo? Referindo-se ao relato do amigo do filho, Kátia revelou que um dos homens gritou que era um assalto, mas o outro afirmou ?que assalto nada, atira logo!?. O único disparo que foi feito atingiu Klebson no abdome. ?Meu filho ficou sem socorro por 40 minutos. Ninguém queria socorrê-lo. E quando a polícia chegou, ainda queria prender o amigo do meu filho. Se ele tivesse ido logo para o Hospital de Pronto-Socorro é possível que conseguisse se salvar?, avaliou ela. Segundo os médicos, Klebson sofreu ruptura da aorta abdominal, e a hemorragia provocou a morte. A enfermeira queria doar os órgãos do filho assassinado. No entanto, só as córneas dele foram doadas. Os outros órgãos não puderam ser doados, porque ficaram comprometidos.

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