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Deficiente bate-boca com traficantes e � assassinado no Dique Estrada

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EDNELSON FEITOSA Traficantes da favela do Galpão, no Conjunto Virgem dos Pobres, Dique Estrada, no Trapiche da Barra, executaram a tiros, na tarde da última terça-feira, o deficiente físico Jailson da Silva, que residia em Penedo e estava havia três dias na casa da irmã, Ana Lúcia da Silva, 30. A mãe da vítima, Valderez Maria da Silva, 54, disse que havia avisado ao filho dos perigos de passear pelas ruelas da favela do Galpão, que fica próximo à casa da irmã de Jailson, principalmente porque ele sofria de paralisia infantil e não podia correr. Ele disse que estava acostumado a freqüentar a periferia de sua cidade e que nada iria ocorrer na viagem para Maceió. ?Eu disse a ele que todo dia morria gente no Dique Estrada; que tinha traficantes matando pessoas de bem, mas ele não acreditou. Disse que tinha muito mau elemento morando perto da irmã dele e ainda assim ele saiu para tomar uma cerveja num bar e acabou assassinado?, declarou Valderez. A dona-de-casa Ana Lúcia, irmã de Jailson, contou à imprensa que ele agüentou somente dois dias dentro de casa. ?Ontem à tarde, saiu para tomar uma cerveja?, informou ela. ?Por azar, encontrou o traficante conhecido como Tontom, que estava com um comparsa não identificado, e uma mulher, conhecida como Lena. ?Mata ele, mata? Segundo Ana Lúcia, teria sido Lena que começou a ?gozação? por causa da deficiência de Jailson, que tentou rebater e irritou os dois traficantes, pessoas acusadas de homicídios no Dique Estrada. Jailson rebateu, segundo a irmã, e tentou sair do local, uma ?birosca? freqüentada por traficantes e viciados da favela do Galpão. A irmã destacou que Lena teria gritado: ?Mata ele, mata?. Foi então que Tontom derrubou o deficiente e o outro atirou. Ameaças Logo após executar Jailson, Tontom passou pela casa de Ana Lúcia e ameaçou: ?Se você disser que foi a gente, você morre?. Ana Lúcia declarou ontem, no IML de Maceió, que não se intimidou com as ameaças, apesar de ter conhecimento de que eles são envolvidos em ?galeras? comprometidas em dezenas de assassinatos no bairro. ?Se for preciso, vou embora para Penedo, mas não vou deixar a morte do meu irmão impune?, assegurou a dona-de-casa. Na manhã de ontem, policiais da Delegacia do 3º Distrito procuraram a família do deficiente para se inteirar do crime. O inquérito foi aberto pelo delegado Carlos Alberto Fernandes Reis.

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