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Preso em AL casal acusado de assassinato no CE

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FELIPE FARIAS A Polícia Civil de Alagoas prendeu, ontem, um casal acusado de ter cometido o assassinato de José Orlando Oliveira de Castro, comunicador muito conhecido na região de Juazeiro do Norte e Crato, sertão do Ceará. O crime teve grande repercussão no Estado. Cristiano Nascimento da Silva e Jaqueline Trajano Borges foram presos por agentes do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial da Polícia Civil (Tigre), menos de 24 horas depois da solicitação feita pela família da vítima ao secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino. Há cerca de dez anos, Jaqueline vivia maritalmente com José Orlando, que editava pequenos jornais para prefeituras do interior, mantinha um museu sobre o Sertão do Cariri e era considerado muito apegado à mulher. Mas, segundo a família da vítima, após conhecer Cristiano e envolver-se com ele, Jaqueline passou a tramar o assassinato de Orlando, conhecido como Bidega. ?Por ser uma pessoa tão conhecida, nós chegamos a pensar que se tratava de um crime político, hipótese que foi afastada quando Jaqueline não compareceu aos funerais?, contou Luiz Honorato de Castro Filho, irmão da vítima. Confirmadas as suspeitas, a família passou a tentar localizar Jaqueline, que sumiu da cidade. Mas os extratos da conta bancária de José Orlando, demonstrando saques efetuados numa agência do Farol, em Maceió, após sua morte, revelaram o paradeiro da mulher. Segundo o chefe de operações policiais do Tigre, Dorgival da Silva Romão, os dois alegam inocência e se dizem ameaçados pela família de José Orlando, motivo pelo qual teriam fugido para Alagoas. Romão informou, ainda, que a prisão foi comunicada à Polícia Civil do Ceará, que ficou de mandar uma equipe ainda ontem para levá-los de volta à cidade, onde estão com prisão decretada pela Justiça cearense. O chefe de operações do Tigre estima que o casal seja recambiado para o Ceará ainda nesta quinta-feira. Prisão A operação para prender o casal foi desencadeada na última terça-feira, quando o chefe de operações do Tigre foi convocado ao gabinete do secretário Robervaldo Davino. O secretário de Defesa Social estava acompanhado de familiares do comunicador José Orlando, que também estavam de posse do mandado de prisão de Cristiano e Jaqueline. ?Foi quando o secretário nos passou a incumbência de localizar e prender os dois. A família tinha a informação de que eles estavam em Maceió?, disse Romão. A partir da tarde da terça-feira, as equipes do grupo especial da Polícia Civil de Alagoas deram início ao trabalho de inteligência, com a coleta de informações sobre pessoas que se enquadrassem na descrição do casal, e de diligências para tentar localizá-lo. Por volta das 9h de ontem, o Tigre recebeu a informação de que Cristiano e Jaqueline estavam escondidos na casa dos pais dele, situada na Rua Manoel de Omena Fireman, no Sanatório. A casa foi cercada, os dois receberam voz de prisão e, sem apresentar resistência, foram levados para a sede do grupo especial. ?Agora, oficialmente, eles estão à disposição da Justiça do Ceará?, disse Romão. *** ?Para a família, foi crime passional? O chefe de operações policiais do Tigre, Dorgival da Silva Romão, informou que, em todos os contatos que manteve com a imprensa após a prisão, Cristiano Nascimento e Jaqueline Trajano alegaram inocência da acusação de terem tramado e executado o assassinato do comunicador José Orlando Oliveira de Castro. Segundo a família, o crime causou grande comoção na região de Juazeiro do Norte e Crato (CE), pelo fato de Bidega ? como Orlando era chamado ? ser uma pessoa muito conhecida, e de ter sido praticado pelo próprio casal, com a ajuda de um primo de Cristiano, Alan Barbosa Torres (Bambinho), que também estava com prisão decretada e foi capturado um dia antes do casal. O assassinato ocorreu no dia 5 de janeiro. Segundo Luiz Honorato de Castro Filho, irmão de Bidega, a vítima estava de moto quando foi abordada pelos três, que vinham no próprio carro de Jaqueline. ?Ao abordá-lo, Cristiano atirou nas costas. Quando Orlando caiu, ele parou o carro, desceu, retirou o capacete dele e ainda deu mais três tiros?, contou o irmão da vítima. Por sua atuação em toda a região do Sertão do Cariri, José Orlando era muito conhecido, o que levou a família a cogitar que se tratava de um crime de conotação política. Mas Jaqueline não compareceu aos funerais, o que fez com que as suspeitas imediatamente recaíssem sobre ela. Segundo o irmão da vítima, após conhecer Cristiano, que é de Alagoas, ela se envolveu com o rapaz. Mas a proximidade do marido, que era muito apegado à mulher, a teria feito tramar sua morte, como forma de ?livrar-se? de Bidega. ?Não cogitamos outra motivação que não seja essa. Para a família, foi um crime passional?, informou Honorato. Após o assassinato, Cristiano e Jaqueline deixaram a cidade, chegando a passar por Salvador, antes de se esconderem em Maceió, na casa dos pais dele, onde foram presos. (FF)

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