Polícia
Pitboy n�o dep�e sobre assassinato de Klebson
EDNELSON FEITOSA O lutador de jiu-jítsu Charles Alexandre França, o Charlão, não compareceu ontem ao cartório da Delegacia do 9º Distrito, para depor sobre o assassinato do estudante Klebson Silva Almeida, conforme determinava intimação do delegado Fernando Artur, que investiga o homicídio. O advogado Raimundo Palmeira, que defende Charlão no processo em que é acusado de liderar o espancamento a Klebson, no dia 11 de julho do ano passado, numa boate em Jaraguá, afirmou à polícia que seu cliente está no Rio de Janeiro. ?Charlão viajou para o Rio no início de fevereiro, onde trabalha numa loja de material esportivo e faz o curso de Educação Física numa universidade local?, informou Palmeira. Segundo ele, o delegado Fernando Artur poderá ouvi-lo, se quiser, ou mesmo solicitar que Charles França preste depoimento, por meio de carta precatória. Emprego O advogado Raimundo Palmeira destacou que Charlão está à disposição da polícia, mas tem dificuldade para vir a Alagoas. ?Porém, se o delegado exigir, ele até perde o emprego, mas atende à determinação da polícia?, frisou Palmeira. O estudante Klebson foi assassinado com um tiro no abdome, quando saía de uma casa de espetáculos na Serraria. Ele foi emboscado e baleado pelos ocupantes de um veículo Gol, branco, táxi, com placas frias. A mãe do estudante, Kátia Almeida, relacionou o homicídio ao espancamento que o filho sofreu em julho do ano passado. Inclusive, levantando suspeitas contra Charlão e seu grupo. De acordo com a família, Klebson passou a sofrer ameaças de morte, desde que os pitboys deixaram o presídio. Paulo Henrique Gouveia e Charles Alexandre França foram soltos no dia 14 de dezembro do ano passado pelo juiz José Braga Neto, da 3ª Vara Criminal de Maceió, que se baseou num habeas corpus dado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, autorizando outro envolvido, Leandro Albuquerque Ferro, a responder ao processo em liberdade.