loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Fazendeira pode responder pela morte de Macl�ia

Ouvir
Compartilhar

BLEINE OLIVEIRA O promotor de Justiça Nílson Mendes de Miranda decide hoje se denuncia a fazendeira Amália Miranda Lopes ? casada com o juiz de Anadia, Willamo de Omena Lopes ? e o mototaxista José Sérgio de Azevedo como responsáveis pelo assassinato de Macléia dos Santos Souza, de 23 anos. Indiciados no inquérito policial civil, Amália e José Sérgio podem responder pelos crimes de seqüestro seguido de morte e ocultação de cadáver. ?Ainda estou analisando o inquérito, inclusive com as novas informações a ele anexadas?, afirmou o promotor. Nilson Miranda recebeu extratos de contas telefônicas de alguns dos envolvidos, que tiveram o sigilo quebrado por decisão judicial. O promotor tem prazo até sexta-feira, 18, para emitir o parecer do Ministério Público (MP). Como um dos acusados, o mototaxista José Sérgio, está preso, o prazo da Promotoria é de cinco dias. O inquérito foi entregue pelo delegado Ednaldo Marques na última segunda-feira, 14. Uma das preocupações do promotor é quanto ao reconhecimento oficial do cadáver de Macléia Souza, cuja morte teria como motivação a relação amorosa dela com o juiz Willamo Lopes, com quem a jovem teve um filho. Para Nílson Miranda, é fundamental o resultado do exame de DNA recolhido do cadáver de mulher encontrado num canavial queimado em Boca da Mata. O corpo estava completamente desfigurado. O reconhecimento foi feito pela mãe de Macléia, a dona-de-casa Inês dos Santos, que apontou como sendo da filha as sandálias e a presilha de cabelo que estavam no corpo recolhido pelo IML. Os peritos do Instituto Médico Legal Estácio de Lima concluíram que aquela pessoa foi morta por estrangulamento. Só depois de concluir o estudo de todo o inquérito, o que pode ocorrer hoje, Nílson Miranda decidirá se encaminha ao juiz Manoel Tenório de Oliveira, da comarca de Atalaia, onde Macléia residia, a denúncia contra a fazendeira e o mototaxista. O promotor alega excesso de trabalho na comarca para ainda não ter tomado a decisão. Além da promotoria de Atalaia, Nílson Miranda é responsável por processos do Núcleo da Fazenda Pública Estadual. Ele afirma que, por ser um caso rumoroso, o assassinato de Macléia Souza exige ainda mais atenção do MP. ?Se encontrar elementos suficientes, farei a denúncia. Se os indícios forem insuficientes, pedirei novas investigações?, disse o promotor.

Relacionadas