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Termina investiga��o conjunta sobre caso Tony

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FELIPE FARIAS O Inquérito Policial Militar (IPM) que apurou as circunstâncias da morte do comerciário Tony Herbert Roberto da Silva deverá ser ajuntado, na Justiça, ao relatório da outra investigação sobre o caso, o inquérito da Polícia Civil. A informação foi prestada ontem pelo juiz auditor militar James Magalhães. Segundo ele, o IPM lhe foi encaminhado, mas erroneamente, o que fez com que o magistrado o remetesse de novo à distribuição do Fórum de Maceió, onde será feito o sorteio para definir qual das três varas de Tribunal de Júri da comarca de Maceió vai fazer o julgamento. ?Como se trata de um caso de homicídio envolvendo uma vítima civil, a competência para julgá-lo é inteiramente da Justiça comum, não da Justiça militar?, informou o magistrado. O IPM foi concluído há cerca de duas semanas e chegou às mesmas conclusões da investigação da Polícia Civil: o comerciário foi mesmo assassinado pelo cabo PM Jailton Firmino, responsável pela guarnição da PM que fez a detenção de Tony. Tony estava em poder de uma equipe da Guarda Civil, que o abordou após a denúncia de que havia arrombado o vidro de um carro, nas proximidades de uma operadora de celular na Praia da Avenida, no último dia do carnaval fora de época, o Maceió Fest, em 21 de novembro do ano passado. ?O cabo foi o autor material, mas três soldados da PM que estavam na guarnição com o cabo Firmino também foram indiciados como co-partícipes, por omissão, porque poderiam ter evitado o crime?, informou o major PM Eduardo Lucena, encarregado do IPM ? investigação realizada no âmbito da corporação, paralelamente às apurações da Polícia Civil. ### ?PMs podiam ter evitado o assassinato? Em sua conclusão, o encarregado do Inquérito Policial Militar pedira a prisão preventiva dos quatros envolvidos: além do cabo PM Jailton Firmino, os soldados José Ronaldo dos Santos, Marcelo Carlson Lima e Abdi Ferreira Félix. ?Os soldados não têm história de violência, como o cabo, mas foram enquadrados como co-partícipes porque entendemos que poderiam ter evitado o crime?, disse o major Lucena. Segundo ele, as informações prestadas no IPM foram as mesmas dadas pelos militares no inquérito da Polícia Civil: eles disseram ter sido o cabo Firmino o executor de Tony, morto num terreno baldio do Pontal. ?Eles informaram ter achado que o cabo ia dar uma ?pisa? [em Tony]. Por isso, não foram atrás quando ele o levou para o matagal. Aproveitaram para urinar e, segundo eles, foi quando ouviram o tiro?. Mesmo antes de a prisão ter sido decretada pelo envolvimento na morte de Tony, o cabo PM Firmino já estava detido por outro crime: porte ilegal de arma. Segundo o encarregado pelo IPM, o cabo foi prestar depoimento armado. ?Como já tínhamos informações de crimes que ele cometera, fizemos a averiguação, constatando o porte ilegal?, relatou o oficial. Firmino era acusado de assalto contra outro PM e vinha ameaçando os guardas civis que prenderam Tony. No dia em que ele foi preso, o mesmo em que os soldados iriam depor, os três informaram que se apresentariam para ?contar tudo?. (FF)

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