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Caso Macl�ia: Justi�a devolve inqu�rito � pol�cia

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REGINA CARVALHO O promotor de Justiça Nilson Mendes de Miranda devolveu, ontem, à Polícia Civil, o inquérito que apura a morte de Macléia dos Santos Souza, 23, para que sejam efetuadas novas investigações no caso. De acordo com o promotor, os dados oferecidos pelo delegado Ednaldo Marques foram insuficientes para ele oferecer denúncia contra Amália Miranda Lopes e José Sérgio Azevedo Silva, já indiciados pelo crime. ?Pelo inquérito que recebi da polícia, não vi elementos suficientes para esclarecimento do crime. Não existem indícios de autoria e materialidade do crime?, declarou o promotor. Nilson Miranda informou que no inquérito da polícia não há nem mesmo a confirmação de que o corpo encontrado seja realmente o de Macléia. ?Não posso me basear numa declaração da mãe de Macléia, que disse ter reconhecido o corpo da filha por uma presilha de cabelo e uma sandália. O corpo estava em estado já avançado de decomposição, era impossível reconhecer dessa forma. É preciso que o resultado do DNA recolhido esteja no inquérito?, acrescentou o promotor. O chefe do laboratório de DNA da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luiz Antônio Ferreira da Silva, informou que foi realizada a primeira análise do material coletado do corpo (um pedaço de tecido) e ficou comprovado que não serve para extração do DNA. ?O tecido retirado estava em estado de putrefação avançado. Dessa forma não será possível extrair o DNA. É necessário que o IML nos envie mais material, seja um pedaço de osso ou dente?, destacou. Segundo Luiz Antônio, caso o Instituto Médico Legal (IML) não disponha do material exigido pelo laboratório, será necessária a exumação do cadáver. Luiz Antônio disse ainda que em até três dias pode ter o resultado do exame, depois que o novo material for enviado. ?Já temos aqui o sangue da mãe da vítima, daí faremos a comparação?, acrescentou. O diretor do IML, Argeu Pessoa, prometeu providenciar mais material para análise de DNA, ?assim que chegar a solicitação do laboratório da Ufal?. Diante dos fatos, ele não descartou a possibilidade de exumação do cadáver. ?O que o laboratório precisar, estamos dispostos a atender. Faremos o possível para contribuir na elucidação do crime?, disse Argeu Pessoa. A GAZETA conseguiu contato, por telefone, com o delegado de Atalaia, Ednaldo Marques, mas ele não se pronunciou sobre a devolução do inquérito pela Justiça, por insuficiência de provas para oferecer a denúncia. ?Tudo que tinha a dizer, já foi dito?, disse o delegado. Questionado sobre o novo rumo das investigações depois da devolução do inquérito policial, o delegado Ednaldo Marques não quis se pronunciar sobre o assunto. ?Não quero mais falar sobre isso. Não tenho nada a declarar. Me recuso a dizer qualquer coisa?, disse, irritado, o delegado. A proprietária rural Amália Miranda Lopes, esposa do juiz Willamo de Omena Lopes, e o mototaxista José Sérgio Azevedo Silva foram indiciados em inquérito da Polícia Civil, respectivamente como mandante e autor material do crime. Macléia dos Santos Souza, que teve um relacionamento amoroso e um filho com o juiz Willamo, desapareceu no dia 2 de fevereiro. Um corpo, reconhecido como dela pela mãe, Inês Souza, foi encontrado no dia 27 de fevereiro, num canavial queimado em Boca da Mata.

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