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Caso Israel: testemunhas reconhecem acusado

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DORGIVAL JUNIOR O estudante Diego Ramirez foi reconhecido por seis testemunhas ? em audiência realizada, ontem à tarde, no Fórum do Barro Duro ? como o responsável pelo disparo da arma de fogo que causou a morte do estudante Israel Sampaio Franco, 21, assassinado na madrugada do dia 9 de janeiro, com um tiro na cabeça. A vítima foi baleada enquanto aguardava o início de um show musical na porta da casa noturna Marquês D?Latravéia, em Jaraguá. Participaram do reconhecimento seis das oito testemunhas de acusação arroladas no processo que investiga o assassinato do estudante. Durante o reconhecimento, todas as testemunhas foram colocadas em uma sala especial, sem que o acusado, que foi apresentado em meio a outras pessoas, pudesse vê-las. Diego Ramirez, que aguarda julgamento no presídio Cirydião Durval, se mostrou calmo durante todo o tempo em que sabia que estava sendo observado pelas testemunhas. Logo após o reconhecimento, o juiz titular da 7ª Vara Especial Criminal da Capital, Daniel Acioly, colheu o depoimento das oito testemunhas arroladas no inquérito policial e das três pessoas que também foram atingidas pelos outros disparos deflagrados por Diego Ramirez contra a multidão que esperava na porta da casa noturna o início do show. Ainda abaladas com o crime, as testemunhas ? a maioria adolescentes conhecidos de Israel Franco ? se recusaram a falar sobre o assunto com a imprensa e a prestar depoimento na frente do acusado, que permaneceu nas dependências do Fórum do Barro Duro até o fim da audiência. Os depoimentos, que foram prestados na sala de audiência da 7ª Vara, contaram com a presença do promotor Márcio Albuquerque e dos advogados de defesa do acusado, Welton Roberto, e de acusação, João Sapucaia. Algumas testemunhas chegaram ao Fórum acompanhadas por advogados. Durante toda a audiência, amigos e familiares de Israel Franco estiveram presentes nas dependências do Fórum, prestando apoio e solidariedade às testemunhas, além de portarem faixas pedindo o fim da violência e da impunidade no Estado. Vestidos com camisas brancas onde havia estampada uma foto com o rosto de Israel, os amigos e parentes do estudante assassinado se mostravam indignados com a morte brutal de Israel Franco. A Justiça deve tomar, nas próximas semanas, o depoimento do acusado, Diego Ramirez, e das testemunhas de defesa dele, que desde a prisão só prestou depoimento na fase policial do inquérito ao delegado Dalmo Lima. ### Parentes e amigos se emocionam Tios e primos de Israel Franco ? que acompanharam o processo de reconhecimento de Diego Ramirez pelas testemunhas de acusação do crime ? se emocionaram ao ficar pela primeira vez frente a frente com o acusado do crime. Durante o tempo em que Diego era reconhecido pelas testemunhas, a emoção tomou conta dos familiares de Israel, que não conseguiram conter o choro. ?Queremos que a justiça seja feita. Foi muito difícil ficar cara a cara com o acusado pela morte do meu sobrinho. Sei que, mesmo o culpado sendo punido pela Justiça, meu sobrinho não vai ser trazido de volta. Mas, pelo menos, vou ter certeza de que a dor da perda será um pouco aliviada?, desabafou a tia e madrinha de Israel Franco, Rita Name. ?Queremos que o culpado seja punido. Está sendo um momento muito difícil para a família e os amigos. Quanto mais o tempo passa, mais a saudade do Israel aumenta?. Toda a família está tentando ser forte, mas a dor é muito grande?, desabafou Sandra Galvão, amiga dos pais de Israel. Durante a audiência, os familiares se mantiveram presentes ao Fórum. Doação Os pais do estudante Israel Franco, após saberem da morte do filho, realizaram um desejo dele: a doação dos órgãos (rins, coração e uma das córneas), o que salvou a vida de três pessoas que corriam risco de morte se não tivessem sido submetidas a um transplante. A prisão Diego Ramirez foi preso na manhã do dia 9 de janeiro, poucas horas depois de haver cometido o crime, numa operação conjunta das polícias Civil e Militar. O acusado, desde a sua prisão, declarou ser inocente e disse que estava em casa no momento em que o estudante foi assassinado. (DJ)

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