loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Delegado pedir� exuma��o

Ouvir
Compartilhar

EDNELSON FEITOSA O delegado de Atalaia, Ednaldo Marques, disse ontem que vai solicitar ao juiz Manoel Tenório, da comarca local, autorização para exumar o cadáver identificado pela família como sendo o de Macléia dos Santos Souza, 23, para coletar novo material para realização de exame de DNA. O tecido retirado do corpo da jovem no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em fevereiro, foi considerado imprestável pelo laboratório de DNA da Ufal, por se encontrar em adiantado estado de decomposição. O exame de DNA foi uma das exigências feitas pelo promotor de Justiça Nilson Miranda ao delegado de Atalaia, pois confirmará a identificação do cadáver localizado em Boca da Mata. O corpo foi reconhecido no IML pela mãe de Macléia, Inês dos Santos Souza, por intermédio de sandálias, uma presilha de cabelo e restos de roupas. No entanto, o reconhecimento é contestado pelo defensor dos dois acusados, o advogado Carlos Pedrosa. Na manhã de ontem, o delegado Ednaldo Marques confirmou ter recebido o inquérito para realização de diligências complementares. ?Vou aguardar o resultado do DNA e, com a prova material do crime em mãos, começar a intimar testemunhas?, disse. O promotor quer mais informações, pois considerou não haver indícios suficientes para oferecer denúncia contra a fazendeira Amália Lopes, esposa do juiz Willamo Lopes, que é apontada com mandante do crime; e contra o mototaxista José Sérgio Azevedo da Silva, suspeito de autor material. Empregado do juiz O delegado declarou ter deixado de ouvir um empregado da fazenda, de nome Manoel, que foi apontado pelo juiz Willamo para prestar declarações no inquérito. Segundo o delegado, Manoel já chegou à delegacia chamando Macléia de ?viciada em drogas? e afirmando que ela tinha envolvimento com um traficante identificado como ?Sandro?. Nenhuma das demais testemunhas sequer levantou tal hipótese. ?Adverti o cidadão [Manoel] para o fato de que falso testemunho é crime e mandei ele sentar e esperar para prestar seu depoimento. Quando deixei o gabinete e voltei para a sala, ele não estava. Por isso, não depôs?, contou Ednaldo Marques. ?Tentei seguir esta linha, mas as testemunhas afirmaram que Macléia não tinha envolvimento com drogas e costumava se relacionar com pessoas da alta sociedade local. ?O próprio José Sérgio declarou que Macléia era menina de programa, mas só andava com gente boa?, disse Ednaldo Marques. O delegado disse que pretende intimar novamente o empregado do juiz Willamo para saber mais detalhes a respeito do suposto envolvimento de Macléia com um traficante da Chã do Pilar, de nome Sandro, de quem seria namorada. O juiz Willamo parece ter adotado, para a defesa da esposa, a versão de que houve um crime com motivação passional, praticado por outras pessoas. Na versão apurada pelo delegado de Atalaia, Ednaldo Marques, Macléia teria sido morta por ter mantido um relacionamento com o juiz Willamo Lopes, marido de Amália Lopes. O caso amoroso resultou num filho, hoje com quase dois anos. Amália não admitia o fato de Macléia e o filho morarem em Atalaia e teria tentado, por vários meios, pressioná-la a deixar o município com o filho.

Relacionadas