Polícia
Tribunal do J�ri absolve traficantes �Ari e Nego C�sar pela morte de PM
Um dos maiores traficantes de Alagoas, Amauri Barbosa Ferreira, conhecido como Ari, foi julgado e absolvido, ontem à tarde, por unanimidade, em júri popular, pelo assassinato do policial militar João Vicente de Lima, o João Fuba. Acusado de ter sido o mandante do crime, Ari ? que deu nome a um dos pontos mais antigos de venda de drogas de Maceió, o Morro do Ari, no Jacintinho ? sentou no banco dos réus na companhia de Carlos César de Lima, o ?Nego César?, acusado de ser o autor material do crime, que também foi absolvido. O promotor de Justiça Criminal, Alfredo Gaspar de Mendonça, após analisar o inquérito policial militar, pediu a absolvição dos acusados, por encontrar uma série de contradições no trabalho da polícia. ?Neste caso, existem várias dúvidas a respeito da participação deles [Ari e Nego César]?, disse Mendonça, afirmando que o suposto interesse de Ari na morte do PM ? que prendeu Ari por tráfico em 1996 ? não era prova suficiente para a condenação. ?Estou encaminhando um ofício para o secretário de Defesa Social, para que se inicie uma nova investigação?, completou. Uma das contradições encontradas no inquérito, segundo o promotor de Justiça, foi com relação ao depoimento de Carlos Jorge dos Santos ? tido como testemunha-chave nas investigações. Diante da polícia, ele reconheceu o retrato falado de Carlos César, e, diante da Justiça, afirmou não ter visto o rosto do acusado. Sobre quem teria o interesse de matar o ex-delegado de Ipioca, João Fuba, o promotor Alfredo Gaspar revelou que ?várias testemunhas chegaram a afirmar que havia um grupo de policiais interessado na morte do PM João Fuba?, disse Mendonça, ressaltando que apenas o nome do soldado Emanuel Guilhermino da Silva, o PM Fininho, foi citado. Segundo ele, o policial já tem antecedentes criminais e só na 8ª Vara responde a dois crimes de homicídio. (CS)