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Contradi��o de testemunhas faz pol�cia abrir acarea��o sobre morte de Klebson

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EDNELSON FEITOSA Quatro testemunhas que entraram em contradição durante depoimento no inquérito que apura a morte do estudante Klebson Almeida foram intimadas ontem a comparecer ao cartório da Delegacia do 9º Distrito para serem submetidas a acareação na manhã da próxima segunda-feira. No entender do delegado Fernando Arthur, Célia Regina, Davi Peixoto, Luizinho e Fabiano se omitiram ou mentiram em suas declarações à polícia. Célia Regina, que prestou depoimento na Delegacia do 9º Distrito e na Polícia Federal, insiste em afirmar que Davi Peixoto era amigo do lutador de jiu-jítsu Charles França, o Charlão, pitboy que comandou o espancamento de Klebson, em julho do ano passado na boate Uau, em Jaraguá. Charlão está respondendo a processo pelo crime, junto com Leandro Ferro, o ?Leleco?, e Paulo Henrique Gouveia. Carona Célia Regina afirmou, também, que foi Davi quem se aproximou do grupo de amigos de Klebson, de quem se diz ex-namorada, na boate Aerogato, em Jaraguá, duas semanas antes de o estudante ser assassinado. O rapaz teria oferecido uma carona para outro bar, em Jacarecica, onde foi chamado de ?pitboy? pelos amigos que estavam no local. ?O Davi desmentiu tudo, destacando que nunca foi aluno de Charlão, jamais foi chamado de pitboy nem tinha qualquer interesse em se aproximar de Klebson como deixou claro a testemunha Célia Regina. O que eu percebo é que eles estão omitindo informações e podem estar protegendo alguém que participou ou mandou matar o rapaz?, revelou o delegado. Presos O delegado informou que dois estudantes presos na tarde da última terça-feira continuam recolhidos à carceragem da Delegacia do 9º Distrito, mas insistem em negar haver participado da trama que resultou na morte de Klebson Almeida. Pablo Diego de Mendonça Calheiros e Laércio Araújo Ramos Silva, o ?Júnior?, estão com prisão temporária, de 30 dias, decreta pelo juiz-substituto José Braga Neto, da 3ª Vara Criminal de Maceió. Eles foram presos no final da tarde de terça-feira. Eles estavam envolvidos na confusão e tentativa de agressão sofrida por Klebson, em Paripueira, durante o carnaval deste ano. A polícia descobriu, também, que Pablo e Laércio assistiram ao espetáculo da Vila Show, na noite do homicídio, e que estavam num Gol, de cor branca, o mesmo tipo de veículo utilizado pelos autores do atentado contra o estudante. No entanto, negaram tais informações prestadas por testemunhas do crime. Segundo Fernando Arthur, um fator foi decisivo para o delegado pedir a prisão de Pablo e Laércio: as contradições nos dois depoimentos. ?Eles tentaram confundir as investigações e omitiram pormenores já conhecidos da polícia?, afirmou Arthur.

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