Polícia
Pol�cia investiga seq�estro em Arapiraca
Marcos Rodrigues Repórter A cidade de Arapiraca parece também estar no roteiro dos seqüestros relâmpago. Na segunda-feira (11) à noite, a estudante Ana Cléia Farias Nunes, 23, disse que foi vítima de dois homens que a seqüestraram a caminho da escola. Segundo a polícia, os seqüestradores estavam num Gol prata, cuja placa não foi anotada. Depois de cerca de duas horas, ela foi deixada, sem sofrer nenhuma agressão, nas proximidades das Lojas Americanas, na Avenida da Paz, em Maceió. A estudante prestou queixa na CIAPC 3, por volta das 20h30. Ela relatou para a delegada de plantão, Simone Marques, que foi abordada por volta das 18h, no percurso que faz diariamente de sua casa até o colégio. Ela não revelou detalhes sobre se foi ameaçada ou molestada sexualmente. A Gazeta de Alagoas teve acesso ao boletim de ocorrência, onde não consta nenhuma observação sobre o comportamento dos dois homens. Nada foi levado da jovem, que em seguida ao depoimento foi reconduzida para Arapiraca. Versões O relato calmo de Ana Clécia impressionou a equipe da delegada Simone Marques. Sem demonstrar nenhum descontrole emocional, como seria esperado em uma vítima de crime, ela não soube explicar por que não foi molestada nem teve nenhum pertence roubado. No início da manhã, segundo admitiu a polícia, eram fortes os indícios de que tudo não teria passado de uma fuga de Ana Cléia com um rapaz, que teria sido seu namorado. Isso, entretanto, ainda não foi confirmado. Outra possibilidade, que também não foi confirmada pela polícia, é a de que a estudante teria sido seqüestrada por engano e, após confirmada sua identidade, foi libertada sem pedido de resgate. A polícia instaurou inquérito para apurar o caso. Ontem, o delegado do 1º Distrito, Ivanildo Inácio de Brito, disse que vai tentar apurar mais detalhes sobre o caso. Até o final da manhã, nenhum parente de Ana Cléia havia entrado em contato com o delegado. Ivanildo de Brito também foi informado sobre as especulações em torno do caso, mas preferiu não se pronunciar sobre o assunto antes de concluídas as investigações. Em Arapiraca, um outro fato chama a atenção: durante todo o dia, os veículos de comunicação não noticiaram o caso, como normalmente costuma ocorrer. Na delegacia regional, nenhuma informação complementar foi prestada pela vítima que pudesse ajudar nas investigações. Na hipótese de que realmente o seqüestro tenha sido uma armação, Ana Cléia deixará de ser vítima e responderá judicialmente por sua atitude. Segundo o Código Penal Brasileiro, forjar fatos dessa natureza é crime. Casos freqüentes Os casos envolvendo seqüestros relâmpago têm sido cada vez mais freqüentes na capital e começam a chegar ao interior. Em Maceió, só no último fim de semana, mais dois casos foram registrados. Nas duas situações, as vítimas ficaram em poder dos seqüestradores por algumas horas e tiveram os carros roubados. No caso do empresário Luiz Lopes da Silva, 42, o prejuízo foi maior. Proprietário de uma casa lotérica, ele perdeu, além do veículo Gol branco (MRG-O782-AL), R$ 10 mil em dinheiro. A abordagem aconteceu na própria loja de Luiz Lopes, no Conjunto Santa Lúcia, no bairro do Tabuleiro. Em seguida, a vítima foi deixada na estrada de acesso à Usina Utinga Leão. O outro seqüestro foi registrado no bairro da Gruta de Lourdes. O alvo foi Nabucodonozor de Aquino. Ele teve roubado um veículo Fiesta azul (MUT-2426) e foi libertado, sem ferimentos, na entrada de acesso ao município de Messias. A polícia continua sem pistas dos seqüestradores.