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Jesse James responde por outro crime

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MARCOS RODRIGUES Repórter O policial civil e ex-vereador Jesse James Viana, o Neno, voltou à cena policial. Ontem, o juiz Maurício César Brêda, da 4ª Vara da comarca de Coruripe, decretou sua prisão preventiva por envolvimento no assassinato de Jaelson dos Santos Ramalho, ocorrido em maio de 2002. O pedido de prisão preventiva foi encaminhado ao juiz pelo delegado Gustavo Pires, que presidiu o inquérito. Jesse James já se encontra cumprindo pena no Presídio Baldomero Cavalcanti por um duplo latrocínio, onde foi condenado em 1ª instância a 76 anos de prisão. A condenação está sendo contestada por sua defesa. Além disso, Jesse James também é acusado de fazer ligações telefônicas clandestinas de um orelhão localizado em frente à residência dele, em Coruripe. No despacho, o juiz Maurício Brêda se diz convencido da periculosidade do ex-vereador, a quem se refere como ?um homem de muita influência política? na região. ?É público e notório que nesta cidade várias pessoas ainda não se conscientizaram de que ninguém é superior às leis. Mesmo que essas pessoas estejam ligadas ao poder econômico, terão que cumpri-las, custe o que custar?, destaca no texto Maurício Brêda. Briga O assassinato de Jaelson ocorreu dias depois que ele, juntamente com seu irmão Jackson Ramalho, se envolveu numa briga com Jesse James e outros três homens - Piu-Piu, Mago e Pato, que não tiveram seus verdadeiros nomes revelados. Jaelson e Jackson registraram queixa de agressão, o que resultou na convocação dos envolvidos. Provavelmente como vingança, Jaelson foi assassinado a tiros em plena via pública, diante de várias testemunhas. O carro utilizado para a fuga dos assassinos foi identificado por testemunhas como sendo semelhante ao utilizado por Jesse James, na época. Ontem, o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, destacou o empenho da polícia e garantiu que todas as testemunhas do caso já se encontram sob proteção do Estado. ### Neno é condenado por morte de joalheiro e de motorista O policial Jesse James está preso desde o ano passado por envolvimento na participação no duplo latrocínio que vitimou o joalheiro José Cerqueira e o motorista Majelo da Silva. Os dois foram mortos em agosto de 2003, mas seus corpos só foram encontrados em novembro do mesmo ano. Segundo levantamentos da polícia, Jesse James e o motorista Paulo Cartier mataram o comerciante e furtaram suas jóias. Na época, James era identificado em Coruripe como sendo assessor do deputado estadual João Beltrão (PMDB). Ameaças Acuado diante das evidências de sua participação, o policial chegou a ameaçar de morte jornalistas e até o delegado do caso, Marcílio Barenco. Numa ação ousada, a Justiça autorizou um grampo em seu telefone e confirmou as ameaças.|MR

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