Polícia
Adiado laudo sobre morte de jovem
| BLEINE OLIVEIRA Repórter O legista Gérson Odilon, do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, disse ontem que não será possível determinar se a adolescente Juliana Cassiano da Silva, de 16 anos, foi estuprada. A menor apareceu morta no início da semana passada, depois de sumir de casa, e teve seu corpo recolhido por legistas do IML num trecho do Rio Mundaú, na cidade de Murici. Alegando que precisa fazer uma análise comparativa com o material recolhido por peritos do Instituto de Criminalística, Gérson Odilon adiou a divulgação do laudo de necropsia que vai mostrar as causas da morte da adolescente. De família pobre, Juliana Cassiano morava na Vila do Genildo, na periferia de Murici. Seus familiares acreditam que ela foi induzida a ingerir bebida alcóolica e posteriormente estuprada e assassinada. O legista do IML disse que é difícil chegar a uma conclusão sobre o que teria ocorrido antes da morte, pois o corpo de Juliana foi encontrado em adiantado estado de putrefação. Segundo Gérson Odilon, se puder analisar as fotos tiradas por peritos do IC, ainda hoje emitirá o laudo da necropsia. Do contrário, o delegado José Robson Coutinho Medeiros, que investiga o caso, terá que esperar até o início da próxima semana, já que o legista ?tem que viajar? nesta quinta-feira, 21. O diretor do IC, Geraldo Barros, disse que as fotos estarão disponíveis hoje para análise do IML. Sedgundo ele, a demora se deve ao ?grande volume de trabalho? da equipe que foi a Murici periciar o local onde o corpo da adolescente foi encontrado. Mas, segundo ele, provavelmente nas quarta ou quinta-feira próximas, será divulgado o resultado da perícia criminal. Os peritos examinam o local onde o corpo foi encontrado, na tentativa de identificar vestígios que revelem fatos ligados à morte. O diretor do IC já antecipou que, preliminarmente, a perícia no caso de Juliana não revela ato criminoso. ?Pelo relato dos peritos, trata-se de achado de cadáver com característica de afogamento. Mas as investigações policiais, ou seja, o trabalho do delegado do caso, é que vai revelar o que de fato aconteceu? - acrescentou Geraldo Barros.