loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 02/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Laudo aponta que jovem foi assassinada

Ouvir
Compartilhar

| CARLA SERQUEIRA Repórter O laudo do Instituto Médico Legal (IML) que revela as causas da morte de Juliana Cassiano da Silva, de 16 anos, ficou pronto ontem e deve ser encaminhado para o delegado de Murici até a próxima segunda-feira. De acordo com o perito do IML, Gérson Odilon, que realizou o exame no corpo de Juliana, a jovem morreu de asfixia mecânica. ?É quando o agressor utiliza as mãos para provocar a morte?, explicou, afirmando que a menina estava viva quando foi colocada na água do rio. ?Encontramos substâncias como areia e planctons nos pulmões da jovem, o que prova que ela estava respirando quando chegou no rio?, garantiu o perito. O laudo, segundo Odilon, foi entregue à direção do IML para ser repassado às autoridades policiais que investigam o caso. SEGREDO O diretor do IML, Argeu Pessoa, afirmou que vai remeter o documento amanhã ou, no máximo, segunda-feira para o delegado Robson Coutinho. Ontem, o delegado de Murici, onde Juliana foi assassinada na noite do domingo, dia 10, após ter passado o dia num bar, ouviu mais testemunhas. ?Estamos agindo em segredo para não atrapalhar as investigações sobre o caso, mas as diligências e depoimentos vão continuar?, afirma Coutinho. O fato Na tarde de domingo, 10 de abril, Juliana estava bebendo com amigas em um bar no centro de Murici. No local, ela dançou com várias pessoas, entre elas Fausto Cardoso Batista Neto, 18 anos, filho do ex-vereador e candidato a prefeito derrotado nas últimas eleições, Fausto Cardoso. No final da noite, Juliana e uma amiga, Rita de Cássia dos Santos, 21 anos, deixaram o bar. Segundo relato de Rita à polícia, Juliana disse que ia tomar banho e dormir. ?Rita disse que essa foi a última vez que esteve com a vítima?, informou o delegado Robson Coutinho. A partir do sumiço da garota, parentes de Juliana resolveram ir à delegacia informar o desaparecimento dela. O delegado pediu que eles esperassem mais um pouco. Na manhã de terça-feira, dia 12, um corpo apareceu na margem do Rio Mundaú. Atestado Em primeiro momento, técnicos do IML emitiram atestado de óbito em que constava que Juliana havia morrido por asfixia em decorrência de afogamento. Segundo o delegado, o fato de o corpo estar em avançado estado de decomposição acabou impedindo uma avaliação mais precisa da causa da morte. O delegado informou que Juliana tinha comportamento normal e ajudava a mãe, fabricando ?bombinhas? de fogos de artifício. Ela morava com a mãe e outros quatro irmãos numa pequena casa situada na Vila do Genildo, uma das localidades mais humildes do município. Fausto Cardoso Batista, mais conhecido como ?Faustinho?, foi citado por testemunhas como uma das pessoas que tiveram contato com Juliana. Ele já foi ouvido pelo delegado e confirmou que conhecia a vítima e apenas havia dançado com ela. Fausto foi liberado logo em seguida, e não foi indiciado. Pelo fato de Faustinho pertencer a uma família influente no município, o delegado não descarta a possibilidade de testemunhas desejarem prejudicá-lo. ?O fato de colocarem o nome dele como suspeito também pode ter motivações políticas?, declarou Robson Coutinho.

Relacionadas