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Pol�cia acredita ter encontrado ossada

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BLEINE OLIVEIRA MARCOS RODRIGUES Repórteres O Centro de Perícias Forenses de Alagoas confirmou, ontem, que uma ossada de mulher encontrada no municípo de Campo Alegre, no Agreste, pode ser da jovem Macléia dos Santos Souza, de 23 anos, que desapareceu no dia 2 de fevereiro último, em Atalaia. Segundo o diretor do Centro, Aílton Vilanova, a ossada foi achada por populares no final da tarde de ontem, e o material transferido para o IML de Arapiraca. ?Amanhã [hoje], as principais peças ósseas serão trazidas para Maceió e colocadas à disposição para exames de DNA. No laboratório já existem amostras sanguíneas de familiares de Macléia?, disse Vilanova. O fato aumenta ainda mais o mistério sobre a morte de Macléia. O novo delegado que assumiu o caso, Tarcísio Vitorino, reforçou a tese de que o corpo encontrado e sepultado como se fosse de Macléia é de outra pessoa. novas investigações Vitorino afirmou à Gazeta que pediu novas perícias ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística. ?Estou seguindo nova linha de investigação. Esse é um caso rumoroso e que se desenrola em segredo de Justiça. Tenho que ter reservas?, declarou o delegado, justificando a decisão de dar poucas informações sobre o inquérito. Pela primeira vez, a polícia declara que o corpo encontrado num canavial no município de Boca da Mata não é de Macléia. Os resultados dos exames de DNA realizados pelo Laboratório de Genética da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), revelando a incompatibilidade entre a ossada retirada do cemitério em Atalaia e o sangue da mãe e do filho de Macléia jogam mais polêmica sobre o desfecho do crime. Suspeitos As informações da família são de que Macléia teria sido assassinada a mando da fazendeira Amália Lopes, mulher do juiz de Anadia, Willamo Lopes, com quem Macléia teve uma relação amorosa da qual resultou um filho, hoje com dois anos de idade. O delegado Tarcísio Vitorinodisse já ter informado ao delegado de Boca da Mata, onde o corpo foi encontrado, para que adote as providências necessárias à identificação da pessoa morta. O inquérito que será aberto para identificar aquele cadáver pode ajudar na investigação da morte de Macléia de Souza. Inquérito O inquérito do caso Macléia está prejudicado, admite o delegado, mas garante que a investigação continua. Nos próximos dias ele vai ouvir outras pessoas ligadas ao caso. ?Se foi assassinada, em algum momento o corpo de Macléia terá que aparecer?, avalia Tarcísio Vitorino, admitindo, entre outras hipóteses, que a jovem possa estar sendo mantida em cativeiro. Por isso, não descarta a possibilidade de reinterrogar Amália Lopes, apontada como mandante do seqüestro e provável morte, e o mototaxista José Sérgio, última pessoa a ver Macléia antes de seu desaparecimento. ?Se for o caso, vamos interrogar novamente essas pessoas?, disse.

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