Polícia
Delegado � acareado com acusadores
| BLEINE OLIVEIRA Repórter O delegado Valdir Silva de Carvalho, que está assumindo o 6º Distrito Policial, e o soldado PM Emanuel Guilhermino da Silva, suspeitos no processo sobre a morte de Ebson Vasconcelos Silva, o ?Eto?, vão estar frente à frente com o ex-soldado Garibalde Santos Amorim e com José Fernando Neto, o Fernando Fidélis, seus acusadores. Por determinação do juiz-substituto da 8ª Vara Criminal, Maurício César Brêda Filho, acusados e acusadores serão submetidos a uma acareação amanhã, 27, às 13h, no Fórum do Barro Duro. Garibalde e o ex-coronel Manoel Francisco Cavalcante já foram condenados pela morte do ex-coordenador de Tributos da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna. Eles foram apontados por Eto como mandante e executor da morte do tributarista. Fidélis ainda será julgado. Cerca de dois anos após ter apontado os três como assassinos de Vianna, Eto foi executado no Centro de Maceió. No final do ano passado, Fidélis e Garibalde, em depoimentos ao Ministério Público, acusaram o delegado Valdir Carvalho de ter intermediado a morte de Eto, atendendo a uma ordem do ex-coronel Cavalcante. O acerto teria ocorrido na cela que Cavalcante ocupava no presídio Baldomero Cavalcanti, durante visitas que o delegado teria feito a ele. Visita O advogado Raimundo Palmeira, que faz a defesa do delegado, contesta a acusação e garante que todos os pontos divergentes serão esclarecidos. ?O delegado Valdir Carvalho já disse em seu depoimento que esteve no presídio Baldomero apenas uma vez, para visitar um primo? - disse Palmeira. Ele declarou, ainda, que Garibalde e Fernando Fidélis é que são suspeitos na morte de Eto. Outro fato que Raimundo Palmeira usa em defesa de seu cliente é uma declaração do delegado Mário Pedro, que afirma ter ouvido o próprio Eto apontar Cavalcante, Garibalde e Fidélis como pessoas interessadas em sua morte. O advogado Raimundo Palmeira lembra também que o detento Eraldo Firmino declarou ter visto Valdir Carvalho apenas uma vez no Baldomero. No depoimento prestado à Justiça, Eraldo disse que o delegado estivera na cela de Cavalcante por tempo inferior a cinco minuto