Polícia
Quadrilha ataca ve�culos de luxo em AL
MARCOS RODRIGUES Repórter A polícia alagoana investiga a ação de uma quadrilha, com atuação interestadual, especializada no roubo de veículos da marca Mitsubishi, modelo Pajero Full. Desde o início deste ano, quatro veículos com estas características, avaliados entre R$ 180 mil e R$ 200 mil, foram levados por ladrões que agem com discrição e não usam violência. No início da noite de segunda-feira, o empresário e ex-deputado Augusto Farias teve a sua Pajero preta (MUE-5757) roubada. No momento da ação, o veículo se encontrava com um segurança dele, o policial militar Reinaldo Correia, o cabo Reinaldo. Segundo a polícia, os dois homens supreenderam Reinaldo enquanto ele aguardava o filho de Augusto. Na abordagem, ele foi rendido e imediatamente jogado para o banco do carona. Reinaldo conta que a intenção era levá-lo junto, numa ação típica de seqüestro relâmpago, mas ele conseguiu sair do veículo. O policial, que se encontrava armado, não teve chance de reação. Na descrição feita sobre um dos envolvidos, ele disse que aparentava ter entre 34 e 36 anos, 1m70 de altura e usava cavanhaque. O outro não foi observado pelo segurança. O caso foi registrado na CIAPC 3 e encaminhado para a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Luxo Por conta do valor, os veículos Pajero geralmente são adquiridos por políticos e empresários. São eles o principal alvo dos ladrões, que preferem agir em horários considerados menos perigosos. A Gazeta de Alagoas ouviu, de uma fonte da polícia, que a forma de agir da quadrilha envolve, provavelmente, um acompanhamento prévio da vítima. ?Pode haver integrantes que se vestem como empresários e até freqüentem lugares comuns a essas pessoas?, acredita a fonte da polícia. Existem suspeitas de que os carros roubados em Alagoas estejam sendo levados para Aracaju e Recife. De lá, eles são despachados para grandes centros como Rio e São Paulo, onde têm seus dados alterados. A polícia alagoana, entretanto, trabalha em silêncio, trocando informações com agentes de outros estados. As seguradoras também estão na trilha dos roubos, que não ocorrem somente no Nordeste. A principal suspeita é que a ação ocorra sob encomenda, por isso não interessa danificar o veículo durante o roubo. Como os futuros donos, que serão os receptadores, também podem ser empresários, os veículos não levantam suspeitas nas barreiras policiais. O trabalho de investigação continua, mas sem prazo para ser concluído, até que seja detido algum suspeito.