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Advogado suspeito dep�e e se contradiz

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MAIKEL MARQUES Repórter Sucursal Arapiraca - O advogado José Ronivo Vaz prestou depoimento, ontem, ao juiz Pedro Ivens Simões, da comarca de São José da Tapera, sobre as acusações de que teria sido um dos autores intelectuais da morte do funcionário público Wilson Silva, filho de Siloé Moura (PSB), atual prefeito de Senador Rui Palmeira. Aliado político do ex-prefeito Mário César Vieira (PMDB), Ronivo Vaz também negou que tivesse providenciado o revólver utilizado por José Romildo para matar o filho de Siloé. O depoimento começou às 9 horas e terminou duas horas depois, no Fórum de São José da Tapera. Ronivo Vaz (PMDB) também negou que tivesse mantido qualquer contato com as duas testemunhas que o apontam como o homem que entregou um revólver calibre 38 para o matador de Wilson Oliveira. Questionado sobre o motivo de sua visita à sede do Tigre, onde o matador está preso, o advogado explicou que a mãe de José Romildo o tinha convidado para trabalhar na defesa de seu filho. CONTRADIÇÕES Para o promotor Luiz Tenório Oliveira, responsável pela acusação, o depoimento de Ronivo Vaz está ?repleto? de contradições. ?A irmã de Romildo nos confirmou que Ronivo Vaz visitou seu irmão na prisão e, na época, não se identificou como advogado. Pelo contrário, chegou como se fosse amigo do acusado?, explica o promotor, que atenta ainda para o fato de José Romildo ter mudado sua versão do crime dias depois de receber a visita de Ronivo Vaz. ?Quando foi preso, Romildo apontou o ex-prefeito Mário César como mandante do crime. Depois da visita de Ronivo, Romildo mudou sua versão no depoimento à Polícia Civil. O objetivo seria inocentar Mário César?, diz o promotor Luiz Tenório Oliveira. Os advogados de José Ronivo Vaz têm agora prazo de três dias - contados a partir de hoje - para apresentar defesa prévia e definir até oito testemunhas de defesa. O Ministério Público (MP) também determinará quem são as testemunhas de acusação contra Ronivo. Depoimentos O juiz Pedro Ivens Simões ainda não definiu a data dos depoimentos das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. O promotor havia solicitado ao juiz Pedro Ivens Simões, no dia 3 de abril, a prisão preventiva de José Ronivo Vaz. O magistrado negou o pedido, mas o promotor entrou com recurso e aguarda decisão acerca do pedido de prisão contra o advogado José Ronivo Vaz, que é aliado político do ex-prefeito Mário César Viera (PMDB), principal adversário político de Siloé Moura (PSB), atual prefeito de Senador. Carta anônima Ronivo Vaz disputou o cargo de prefeito de Rui Palmeira em 2004 com apoio do ex-prefeito Mário César Vieira, que está preso em Maceió sob acusação de mandar matar o filho de Siloé Moura. Segundo o promotor Luiz Tenório Oliveira, o envolvimento de Ronivo Vaz no crime foi denunciado em carta anônima enviada no dia 22 de fevereiro à Polícia Civil e ao Ministério Público (MP). Por questão de segurança, o autor da carta não teve sua identidade revelada. No texto, ele aponta as duas pessoas que teriam visto Ronivo parar seu veículo e entregar a arma de fogo que teria sido utilizada ao autor material do crime. Ronivo Vaz teria tomado conhecimento do depoimento das testemunhas, motivo pelo qual teria ?pressionado essas testemunhas? para que mudassem o teor de suas declarações. Para o promotor, a morte de Wilson Oliveira é fruto de um consórcio formado por três pessoas: o ex-prefeito Mário César Vieira, acusado de financiar o crime; José Romildo, acusado de praticar o crime, e José Ronivo Vaz, principal suspeito de ter providenciado o revólver calibre 38 utilizado para silenciar Wilson Oliveira no dia 22 de dezembro de 2004.

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