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Tony: IML tem laudo, mas n�o divulga

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EDNELSON FEITOSA MARCOS RODRIGUES Repórteres A polícia já tem o relatório do novo laudo cadavérico sobre a morte do desempregado Tony Hebert Roberto da Silva, 24, assassinado em novembro do ano passado. O resultado da exumação, solicitada pelo delegado Carlos Alberto Reis, só será divulgado na próxima semana. Ontem o chefe da equipe de legistas do Instituto Médico Legal (IML), professor Gerson Odilon, confirmou que o relatório foi concluído e que será remetido para a polícia ainda hoje. ?Mas só será tornado público depois que o delegado [Carlos Alberto] conhecer o seu teor. Estamos adotando esse cuidado porque foi ele quem contestou o primeiro laudo?, adiantou Odilon. CONTESTAÇÃO A exumação do corpo de Tony ocorreu depois de uma contestação sobre o resultado do exame realizado pelos legistas Luciano César e Cláudio Elízio. Segundo os levantamentos realizados pelos dois, o jovem teria morrido com apenas um tiro na cabeça. Mas os peritos do Instituto de Criminalística (IC) confirmaram por meio de fotos, realizadas no local onde o corpo foi encontrado, que um segundo tiro teria atingido um de seus dedos. O novo exame foi realizado pelos legistas Gerson Odilon e Luís Carlos Gusmão. No dia em que realizaram a exumação, a família do jovem não pôde presenciar a abertura do túmulo, o que gerou mais um mal-estar sobre o caso. Se ficar confirmado o erro, o delegado Antônio Carlos prometeu encaminhar ofício para o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, pedindo que abra processo administrativo para apurar o caso. O principal suspeito da morte de Tony Hebert é o cabo Jailton Firmino, além de outros três militares da Radiopatrulha. Todos estão recolhidos ao Presídio Militar com prisão decretada pela Justiça. Prisão O comerciário Tony Herbert foi detido por uma equipe da Guarda Civil Municipal, após se envolver numa tentativa de furto num veículo, no último dia do Maceió Fest. Ele foi entregue à guarnição da Radiopatrulha (RP), comandada pelo cabo PM Firmino. Minutos depois, a vítima foi levada para um terreno próximo à Braskem e executada a tiros. A família de Tony garante que ele foi torturado pelos militares e morto com dois tiros. O primeiro laudo do IML, no entanto, constatou que tinha havido apenas um disparo, que penetrou o maxilar e se alojou no tórax. Em nenhum momento os médicos se referiram aos hematomas que foram vistos pelo pai da vítima, o comerciante Cícero Roberto, no local do crime. O delegado Carlos Alberto Reis, que presidiu as investigações, indiciou Firmino e os outros três militares que estavam com ele na viatura. Foram os outros PMs que, quando as diligências da Polícia Civil se aprofundaram, decidiram revelar pormenores do crime, afirmando não ter participado diretamente do fato e que se omitiram por receio. Destacaram que Firmino retirou a vítima da viatura, levou para o terreno e efetuou os disparos. Após a conclusão do inquérito, os quatro militares tiveram suas prisões decretadas pela Justiça. O processo está sendo presidido pelo juiz Daniel Accioly, que determinou a exumação do corpo de Tony para esclarecer a verdade. Os policiais podem ser expulsos da PM.

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