Polícia
Alagoano � l�der de quadrilha em SP
Um homem processado por latrocínio em Alagoas é acusado de liderar uma quadrilha que falsifica documentos em São Paulo. Ele foi identificado pela impressão digital, durante uma investigação realizada pela Polícia Federal, com a ajuda do Sistema de Informática da Polícia Civil alagoana. A PF chegou ao líder da quadrilha após aceitar o desafio de uma emissora de televisão de São Paulo, que vem realizando reportagens especiais, desde o último mês de março, sobre a indústria de falsificação de documentos no Brasil. A equipe de repórteres, para demonstrar a facilidade de se criar um ?cidadão fantasma? em São Paulo, montou um rosto digitalmente, deu-lhe o nome fictício de Victor Lustig Imbroglione e comprou documentos falsos: Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade, CPF e até Carteira de Trabalho. Impressão digital O chefe da Divisão de Identificação e de Informações Criminais e de Estrangeiros (Dincre), policial federal Marcos Elias Cláudio de Araújo, assistindo à reportagem, percebeu a existência de uma impressão digital nos documentos forjados e, entrando em contato com a rede de TV, aceitou o desafio de descobrir quem era ?o cidadão fantasma?. Utilizando-se a base de dados dos sistemas Afis, Sinic e GED, o policial federal Daniel Rocha Freitas obteve todos os dados do homem de quem era a digital aposta no documento de identidade. A digital pertencia a um homem indiciado criminalmente por latrocínio em Alagoas. ?Suas digitais estavam arquivadas no Instituto de Identificação de Alagoas e puderam ser acessadas on-line, graças à eficiência do sistema?, declarou o secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino. Segundo o diretor do Instituto Nacional de Identificação (INI), Gledston Campos dos Reis, ?o Instituto de Identificação de Alagoas realiza um excelente trabalho, repassando ao INI todos os prontuários de identificação e está interligado ao sistema Afis, um dos mais modernos do mundo. A reportagem com os documentos falsos foi encaminhada à Delegacia do 1º Distrito de São Paulo, que requisitou ao INI um laudo pericial, devidamente emitido e realizado pelos peritos da PF. O acusado de falsificar documentos está sendo investigado e pode ser preso pela polícia paulista. |EF