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MP ouve acusados de mortes no Solaris

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BLEINE OLIVEIRA Repórter Advogados dos acusados no processo que apura as sete mortes que resultaram da operação policial no Condomínio Solaris I, no bairro de Cruz das Almas, em janeiro de 1995, têm prazo até a próxima segunda-feira, 16, para apresentar defesa prévia. Nessa fase, quase sempre, o defensor nega a autoria e indica os argumentos que vai apresentar durante o processo para comprovar que o crime não foi cometido pelo réu ou, pelo menos, não da forma como está na acusação. Os acusados no caso Solaris são o ex-secretário de Segurança Pública José de Azevedo Amaral, o delegado da Polícia Civil Cícero Torres Sobrinho e os policiais José Roberto Nunes, José Félix da Silva, Antônio Alves da Silva e Marcos Antônio Barbosa, este último já falecido. Eles responderão por homicídio qualificado, crime cuja pena prevista varia entre 12 e 30 anos de prisão. O ex-secretário depôs na última quarta-feira, 4, no Fórum do Barro Duro. Considerado ?linha dura?, José Azevedo Amaral é citado no processo de número 1996/95 como um dos que comandaram a operação destinada a prender integrantes de uma quadrilha de assaltantes que vinha agindo em Maceió. Reação Ao final da operação, sete pessoas, todas apontadas como integrantes da quadrilha, estavam mortas. O caso Solaris ficou conhecido como um dos mais violentos da história da Polícia Civil alagoana e foi denunciado por diversas entidades de direitos humanos. Vários promotores já acompanharam o processo que está na 2ª Vara Especial Criminal e tem o juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima como titular. O representante do Ministério Público agora é o promotor Flávio Costa, que substitui Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, licenciado daquela promotoria pelo prazo de três meses. ?Sustentamos que se tratou de uma operação policial destinada a prender criminosos, que reagiram atirando contra a polícia?, disse o advogado Antônio Andrade, defensor dos três policiais civis acusados de participar da chacina. Ele disse que entregou ontem no fórum a defesa prévia de seus clientes. Além da negativa de autoria, Antônio Andrade alega que os policiais estavam cumprindo ?o dever de proteger a sociedade?.

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