Polícia
DNA confirma se dente era de Macl�ia
FELIPE FARIAS Repórter O Laboratório de Genética Forense da Ufal deve anunciar hoje se o dente analisado esta semana pertencia a Macléia dos Santos, que desapareceu em fevereiro deste ano, em Atalaia. A previsão foi feita pelo chefe do laboratório, o geneticista Luiz Antônio Ferreira. Uma análise positiva pode encerrar a procura pelo corpo, que se desenrola desde o desaparecimento. Até o momento, nenhum dos corpos achados pela polícia era de Macléia, única possibilidade de se confirmar que o desaparecimento resultou em crime. Segundo ele, serão feitas duas análises: a primeira vai apontar se a amostra pode mesmo ser usada para exame conclusivo. Somente à tarde o laboratório poderá anunciar o resultado, a partir da comparação com material fornecido espontaneamente pela família de Macléia. Esta foi a terceira amostra de dente retirado de um corpo que supostamente seria de Macléia a ser enviada para o laboratório. Nas duas anteriores, o exame descartou a possibilidade de os corpos encontrados pertencerem a ela. Etapas O chefe do laboratório de Genética informou que o DNA que servirá de base para o exame já foi recolhido. É ele que demonstrará se os restos mortais analisados são de uma pessoa que pertence à mesma família dos doadores do material para comparação. Por sua precisão, o resultado do exame é considerado incontestável. Ferreira explicou que primeiramente vai avaliar as condições do DNA recolhido da amostra, definindo se está em condições de ser analisado e se pode mesmo ser usado para o outro exame. Se ficar definido que o DNA tem condições de ser analisado, os geneticistas vão fazer a comparação, que se constitui na parte mais importante do exame. DESAPARECIDA O caso Macléia, como ficou conhecido, ganhou repercussão depois que a família levantou a hipótese de que a esposa do juiz da cidade, Williamo Lopes, Amália, poderia estar envolvida no desaparecimento. Ela teria feito ameaças a Macléia, que tinha um filho com o juiz. As investigações sobre o desaparecimento chegaram a ser encerradas pela polícia e o caso remetido à Justiça, com base na identificação positiva do corpo, feita pela própria família da moça. Mas teve de ser reiniciado depois, quando um outro exame de DNA comprovou que o corpo encontrado num canavial há três meses não pertencia a Macléia.