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PM acusado de participa��o em assalto

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EDNELSON FEITOSA Repórter O cabo PM Edmilson Hermes da Silva, 38, destacado na Cavalaria, foi preso e autuado em flagrante, acusado de envolvimento num assalto à mão armada, ocorrido no bairro da Ponta Verde. A informação foi prestada pela delegada (adjunta) de Roubos e Furtos, Bárbara Arraes. Segundo a polícia, o militar teria emprestado sua pistola PT 380 ao ex-detento José Florentino da Silva, 26, arma que foi usada no assalto a THL Panificação, localizada na Rua Pereira do Carmo, na Ponta Verde. Quando foi preso por integrantes da Operação Litorânea (Oplit), o militar estava com o suposto cúmplice em seu veículo. O policial civil Marlon Brandão dos Santos, 42, que prendeu o cabo PM e o ex-detento, revelou em depoimento à polícia que estava realizando uma ronda nas imediações da Praça Lyons, naquele bairro, quando um veículo cortou luz e o condutor denunciou que uma panificação havia acabado de ser assaltada e que o bandido estava fugindo a pé. ?Quando entramos numa transversal, vimos o suspeito entrando pela janela de um Fiat Uno, de cor azul, que era dirigido muito devagar e gritando: ?bora, bora??. Marlon afirmou que fez uma manobra na viatura e interceptou o veículo, mandando que os dois descessem do carro. No momento da revista, o policial constatou que Florentino portava um revólver 38 na cintura e que estava com uma pistola escondida na roupa. ?O militar alegou que a arma era dele, revelando também que não conhecia o ex-detento que havia entrado em seu veículo?, destacou Marlon. O cabo PM Edmilson Hermes da Silva era tido como mais uma vítima do assaltante, pois o militar informou aos policiais da Oplit que sua pistola estava no banco do passageiro e que ele pegou a arma assim que entrou no carro pela janela. No entanto, a versão do PM caiu por terra quando testemunhas do assalto revelaram que Florentino invadiu a panificação armado com um revólver e uma pistola, roubando bebidas e a bolsa do proprietário, Marcos Jenysson da Rocha Cordeiro, com R$ 560,00, em dinheiro. Duas armas A testemunha Roberta Ferreira dos Santos afirmou, em depoimento, que viu o assaltante apontar um revólver e uma pistola para o dono da panificação, chegando a perguntar se ele queria morrer com tiros de revólver ou pistola, arma que o cabo PM declarou ser registrada em seu nome. Marcos Jenysson também declarou à polícia que foi rendido por um homem, que identifica como sendo Florentino, portando duas armas. Ele revelou que o assaltante colocou bebidas numa bolsa e, em seguida, apontou as armas para ele exigindo que entregasse sua bolsa, onde havia dinheiro, que foi recuperado pelos policiais da Oplit. Outro que garantiu ter visto as armas foi Jarbas Torres, irmão do proprietário da panificação. Ele perseguiu o bandido em seu carro e chegou a abordá-lo. No entanto, ele levantou a camisa, mostrou as armas e perguntou se pretendia encarar. ?Eu disse que não e voltei com o carro, quando percebi a aproximação da viatura e informei o que estava ocorrendo?, frisou ele. Apesar de morarem no mesmo bairro e o ex-detento ter praticado o roubo com sua pistola, o cabo PM insiste em negar sua participação no crime. Declarou que nunca tinha visto o outro acusado e que ele entrou em seu carro, pegou sua arma e mandou seguir em frente. Por ser inocente, não resistiu à abordagem dos policiais e, inclusive, revelou que a pistola era sua A versão é confirmada por José Florentino, que se encontra recolhido à carceragem da Delegacia de Roubos e Furtos. Florentino declarou no interrogatório que já cumpriu pena no presídio Baldomero Cavalcanti, por assalto à mão armada. A sentença foi de dez anos, mas ele cumpriu somente dois e foi liberado no início do ano. O cabo PM foi recolhido ao presídio militar e está sendo submetido à sindicância aberta pela Corregedoria da Polícia Militar.

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