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DNA comprova que ossada � de Macl�ia

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REGINA CARVALHO Repórter O material coletado por peritos do Instituto Médico Legal (IML) de um corpo encontrado no município de São Miguel dos Campos, no final de março, pertence realmente a Macléia dos Santos Souza, 23 anos, desaparecida de Atalaia desde o dia 2 de fevereiro deste ano. Para chegar aos verdadeiros restos mortais de Macléia, outras duas ossadas foram analisadas por meio de exames de DNA. A primeira foi no corpo que estava em um jazigo no cemitério de Atalaia, presumivelmente trocado após o enterro realizado pela família. Outra mostra coletada, em corpo encontrado em Campo Alegre, no Agreste alagoano, a 100 quilômetros de Atalaia, também deu negativo após comparação com mostra de sangue do filho de Macléia. Indício ?Já temos indícios sobre a quem pertencem os restos mortais encontrados em Atalaia. Encontramos inclusive um parente da vítima. Mas em relação ao outro ainda vamos investigar?, declarou o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. Dos restos mortais encontrados em São Miguel dos Campos foram retirados dois dentes, o suficiente para extração do DNA. ?Comparei o material com o DNA da Inês (mãe de Macléia) e do filho da vítima (Wagner). O resultado foi que os perfis foram concordantes?, explicou o geneticista Luiz Antonio, diretor do Laboratório de Genética Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Baseado no resultado que apontou que o material coletado concorda em 99,94% com o do menino Wagner e em 99,99% com o da mãe, ficou esclarecido que o corpo encontrado pertence a Macléia. ?Com essas evidências, não restam dúvidas de que é dela?, enfatizou o diretor do Centro de Perícia Forense, Ailton Vilanova. A causa da morte de Macléia ainda será investigada pela Polícia Civil. ?Isso ocorrerá a partir de agora, numa segunda etapa?, disse o diretor. ### Inquérito transferido para São Miguel Com a constatação de que o corpo encontrado pertence a Macléia dos Santos Souza, recomeçam as investigações da Polícia Civil. ?Até então por não existir o corpo, não existia o crime. Agora estamos diante de um homicídio, que será devidamente investigado pela polícia?, declarou o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. Baseado no argumento de que não existia corpo, mas apenas o desaparecimento da vítima (Macléia), o promotor de Justiça Nilson Mendes de Miranda devolveu o inquérito à Polícia Civil, no dia 17 de março, para que fossem realizadas novas investigações. No dia 22 de março o juiz Manoel Tenório, da comarca de Atalaia, autorizou a exumação do cadáver que estava enterrado no cemitério do município, e ficou comprovado, depois de análise feita pelo Laboratório de Genética Forense da Ufal, não se tratar de Macléia. Inicialmente as investigações foram conduzidas pelo delegado de Atalaia Ednaldo Marques, que foi remanejado para a delegacia regional de Santana do Ipanema. O delegado Tarcísio Vitorino, que assumiu o lugar de Marques, chegou a retomar as investigações, mas como o corpo foi encontrado no município de São Miguel dos Campos, o responsável pelo inquérito será agora o delegado Antonio Carlos Lessa. ?Haverá uma espécie de desaforamento do caso de Atalaia para São Miguel?, informou o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa. Ele disse ainda que as investigações iniciadas pelo delegado Ednaldo Marques serão retomadas por Antonio Carlos Lessa.|RC ### Para a polícia, fazendeira é a principal suspeita do crime O delegado que apurava o caso, Ednaldo Marques indiciou a esposa do juiz de Anadia Willamo de Omena, Amália Miranda Lopes e o mototaxista José Sérgio Azevedo da Silva, respectivamente como autores intelectual e material do desaparecimento de Macléia dos Santos Souza. O mototaxista chegou a ficar preso por 17 dias na delegacia de Atalaia. Segundo informação da polícia, o acusado alegou que levaria Macléia a Teotônio Vilela. A tese é reforçada pelo fato de o corpo da vítima ter sido encontrado em São Miguel dos Campos (que fica localizado entre Atalaia e o município onde os restos mortais da jovem estavam). Macléia teve um relacionamento amoroso com Willamo, com quem teve um filho. A relação foi confirmada pelo próprio juiz de Anadia e teria sido esse o motivo da fúria de Amália, que teria mandado matar a jovem, segundo investigações feitas pelo então delegado do caso, Ednaldo Marques. O juiz disse que ?apenas saiu algumas vezes? com Macléia e chegou a duvidar da paternidade. Ele acusou o então delegado do caso de considerar apenas uma linha de investigação, a que apontava a sua esposa como envolvida no desaparecimento da jovem. AUTORIA DO CRIME O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, acredita no envolvimento da esposa do juiz, Amália Miranda Lopes, no crime. ?Há indícios de a autoria do crime ter partido daquela pessoa (Amália). Ela continua sendo a principal suspeita?, declarou Lisboa. O secretário Robervaldo Davino informou que o resultado do exame realizado pelo Laboratório de Genética Forense da Ufal será encaminhado para a Polícia Civil com o objetivo de dar continuidade às investigações feitas agora pelo delegado Antonio Carlos Lessa.|RC

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