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Pol�cia fecha boate de luxo em Jaragu�

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EDNELSON FEITOSA Repórter A boate 209, localizada na Rua do Uruguai, em Jaraguá, foi fechada na noite da última quinta-feira, durante operação do Ministério Público, com o apoio de policiais civis e militares. O promotor Ubirajara Ramos encontrou no estabelecimento uma adolescente de 17 anos, que confessou que fazia ?programa? com freqüentadores do local. Os gerentes Edjechson da Silva Mendonça e Janaína Amélia de Melo Borges Ferreira, que coordena os negócios do pai, o empresário Dênis Melo, foram presos e autuados em flagrante pelo delegado José Carlos Sales, de plantão na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC III), em Cruz das Almas. O delegado informou que a operação foi determinada pelo juiz Pedro Augusto Mendonça de Araújo, da 3ª Vara da Capital. Pelo mandado judicial, o promotor deveria realizar busca e apreensão de menores que estivessem na boate 209. Ele não soube declarar se o Juizado da Infância e da Juventude tinha informações sobre a presença de adolescentes se prostituindo no local. No entanto, considerou ser possível, visto que acompanharam a operação membros do Conselho Tutelar e a delegada da Infância e Adolescência, Ana Luiza Nogueira. A gerente Janaína Melo afirmou ter sido a primeira vez que uma operação com tantas autoridades esteve numa boate pertencente a seu pai. Ela garantiu que ninguém sabia que a garota era adolescente, visto que ela havia trabalhado em outros estabelecimentos do gênero. ?Quando o pessoal chegou, o gerente não teve qualquer receio em apresentar a documentação dela, pois sabia que era maior?, frisou a gerente. A adolescente completa 18 anos no dia 12 de junho. Janaína coordena as atividades de duas boates e um restaurante do pai. Tutela O delegado José Carlos Sales declarou que a adolescente confessou que fazia ?programas? na boate 209. Ela afirmou, em depoimento, que cobrava, entre R$ 150,00 e 200. No entanto, tinha que deixar R$ 50,00 para a casa. Revelou também que estava sob a tutela (proteção) do empresário Dênis Melo, sua mulher ?Leninha?, e a filha, Janaína. A adolescente estava na boate desde a semana passada, cerca de oito dias, e revelou aos policiais de plantão que é ?garota de programa? há pouco mais de dois anos. Os gerentes, que estão presos à disposição da Justiça, foram autuados em flagrante com base no artigo 244 (Estatuto da Criança), acusados de submeter uma adolescente à prostituição, ou seja, exploração sexual. O crime é inafiançável e pode resultar numa pena que varia de 4 a 10 anos de prisão.

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