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Per�cia vasculha cativeiro em Arapiraca

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MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - Peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Secretaria de Defesa Social vistoriaram ontem pela manhã, em Arapiraca, a chácara utilizada pelo bando de assaltantes para manter como reféns o gerente do Banco do Brasil, Maurílio Jordão, o tesoureiro da agência, Severino Oliveira, além de alguns de seus familiares. As vítimas tinham sido seqüestradas na noite de quarta-feira pelo grupo que planejava levar todo o dinheiro depositado no cofre da principal agência de instituição financeira no interior do Estado. Vistoria Os três peritos do IC ficaram mais de uma hora reunidos com os delegados Elisabeth Sampaio e Ederaldo Azevedo, responsáveis pela investigação do caso. Depois da coleta de informações sobre o seqüestro do gerente do BB, os peritos foram ao Sítio Bom Jardim, na saída da cidade, vistoriar o casebre utilizado pelo bando para esconder os seqüestrados. Eles fotografaram e fizeram a medição do imóvel, coletaram objetos abandonados pelo grupo de assaltantes, mas não informaram data de divulgação do laudo pericial. Tensão A chácara pertence ao pequeno produtor rural Everaldo Trindade. Um casal de camponeses e seus dois filhos vivem no imóvel, que foi invadido de início por dois assaltantes às 21h da última quarta-feira. ?Mandaram que ficasse quieta. Queriam explicações sobre a rotina de minha família?, conta Maria de Jesus Bezerra Silva. Por volta das 23h, o bando trouxe os familiares seqüestrados no centro da cidade. ?Todos ficaram soltos nos cômodos da casa. Os assaltantes conversavam com muita tranqüilidade?, explicou Maria de Jesus. ### PM localiza Gol usado em seqüestro O delegado Ederaldo Azevedo também ouviu o produtor Everaldo Trindade, que chegou à propriedade às 5 da manhã de quinta-feira e também virou refém. O momento mais tenso se deu quando um amigo o procurou. ?Aí, disse ao colega que estava negociando a venda de alguns animais com um amigo, que na verdade era assaltante?, explicou o produtor. O grupo fugiu às 9h20, depois de telefonema dos comparsas que estavam na porta do banco. As vítimas só tentaram desamarrar mãos e pés uma hora depois. ?A gente cumpria ordens da quadrilha?, completou. Investigação Questionado pela Gazeta de Alagoas sobre o paradeiro dos seqüestradores, o delegado Ederaldo Azevedo explicou que a polícia tem uma única certeza: o bando não está escondido em Alagoas. Ao explicar que alguns dos detalhes ?não podem ser divulgados de jeito nenhum?, o delegado informou ainda que os funcionários do banco e seus familiares deixaram a cidade de Arapiraca. Embora não haja data marcada para depoimento, Ederaldo Azevedo informou que as primeiras vítimas devem prestar esclarecimentos na próxima quarta-feira. ?Estão atônitos e em pânico. Continuam sem condições de falar à polícia?, completou. Carro localizado Vinte e quatro horas depois do início da operação conjunta entre as polícias Civil e Militar do Agreste, Sertão e Baixo São Francisco, oficiais do 11º Batalhão da PM de Penedo conseguiram localizar o Gol (JNZ2950/BA) que pode ter sido utilizado pelos assaltantes. O veículo foi abandonado por dois homens em frente a uma borracharia, na rodovia BR-101, na altura do povoado Alto da Pedra, município de Porto Real do Colégio. O condutor e seu passageiro deixaram as chaves do veículo com o borracheiro às 10h20 de quinta-feira. ?Pediram que verificassem um vazamento de óleo e nunca mais voltaram para buscar o carro?, explica o major Jaques Jacinto Branco, do 11º Batalhão da PM. ?Veículo quente? Ele checou a numeração do chassi e das placas e constatou que o Gol é ?veículo quente? e pertence a Rainilton de Barros Silva, de quem foi roubado em Salvador no dia 4 de fevereiro deste ano. Os oficiais da PM de Penedo levaram o veículo para a delegacia de polícia de Porto Real do Colégio. O carro fica à disposição dos delegados envolvidos na investigação do seqüestro. O coronel Luciano Silva, comandante do 3º Batalhão da PM, em Arapiraca, informou que seus subordinados encerraram a fase de trabalho ostensivo. Eles agora se dedicam à coleta de informações sobre os integrantes do grupo criminoso. ?A orientação agora é levar todas as informações ao conhecimento da Polícia Civil?, explicou o coronel. |MM

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