Polícia
Caso Macl�ia: investiga��o � reiniciada
REGINA CARVALHO Repórter O delegado regional de São Miguel dos Campos, Antonio Carlos Lessa, recebeu ontem o inquérito que apura o assassinato de Macléia dos Santos Souza, 23 anos. Dez dias após a divulgação do resultado de DNA que comprovou ser de Macléia a ossada encontrada no fim do mês de março em São Miguel, as investigações sobre o assassinato serão reiniciadas a partir de agora. Antonio Carlos Lessa admitiu que soube do resultado do exame somente por meio da imprensa e que até agora não recebeu o comunicado oficial do Laboratório de Genética Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que comprovou ser o material coletado (dois dentes) pertencentes á vítima. ?Não tive acesso ao exame de DNA, soube apenas pela imprensa?, destacou Antonio Lessa. O inquérito sobre o desaparecimento de Macléia, no dia 2 de fevereiro deste ano, estava sendo presidido pelo delegado de Atalaia Tarcísio Vitorino, que assumiu o caso no lugar de Ednaldo Marques. O primeiro depoimento nessa nova fase do inquérito ocorrerá manhã e será de Inês dos Santos, mãe da vítima, que denunciou à polícia, na época, o sumiço da filha. ?As investigações vão prosseguir. Começarei a ouvir depoimentos inicialmente por parentes da vítima, que podem esclarecer mais sobre o caso. Foi ela (Inês) quem fez a denúncia à polícia, por isso começarei por ela?, acrescentou Antonio Carlos Lessa. Continuidade A Polícia Civil não havia avançado nas investigações porque não existia o corpo, prova material que comprovaria o assassinato de Macléia. Agora com o resultado que apontou ser da jovem a ossada encontrada, o delegado Antonio Carlos Lessa, que preside o inquérito, pretende dar continuidade às diligências, iniciadas pelo delegado Ednaldo Marques. Durante os trinta dias em que esteve à frente das investigações, Tarcísio Vitorino disse que recebeu informações valiosas de moradores de Atalaia, mas que não conseguiu avançar muito porque ainda não existia o corpo de Macléia. ?Várias pessoas da cidade sabem de muitas coisas, mas preferem não formalizar a denúncia. Houve, inclusive, denúncias por telefone?, informou Vitorino. Agora, como o corpo foi encontrado no município de São Miguel dos Campos, o caso será investigado pelo delegado Regional Antonio Carlos Lessa. Indiciados O inquérito, na época presidido por Marques, apontou o envolvimento de Amália Miranda Lopes e José Sérgio Azevedo da Silva, que foram indiciados como autores intelectual e material do crime. Os levantamentos realizados pela Polícia Civil apontaram que Macléia teria sido assassinada porque tinha um relacionamento com o juiz de Anadia,Willamo de Omena, com quem teve um filho. Materiais coletados em dois corpos (em Atalaia e Campo Alegre) foram analisados pelo Laboratório de Genética Forense da Ufal. Nos resultados ficou constatado que eles não pertencem a Macléia. Principal suspeita O diretor-geral de Polícia, Roberto Lisboa, chegou a declarar, no dia da divulgação do resultado do DNA, que Amália continua sendo a principal suspeita do desaparecimento de Macléia. A causa da morte da jovem também não foi divulgada pela polícia. A ossada encontrada por peritos do Instituto Médico Legal (IML) em São Miguel dos Campos estava incompleta.