Polícia
M�e volta a acusar fazendeira por crime
REGINA CARVALHO Repórter No seu segundo depoimento prestado à Polícia Civil, Inês dos Santos, mãe de Macléia dos Santos Souza, continuou afirmando que sua filha foi assassinada pela fazendeira Amália Lopes, esposa do juiz de Anadia, Willamo Lopes e pelo mototaxista José Sérgio Azevedo da Silva, última pessoa a conversar com a vítima. O delegado Regional de São Miguel dos Campos, Antonio Carlos Lessa, que preside as investigações sobre o assassinato de Macléia, declarou que Inês dos Santos demonstrou segurança e parecia estar convicta de quem teria assassinado sua filha. ?Ela confirmou as acusações que já havia feito. O depoimento também serviu para esclarecer alguns pontos. Tirei algumas dúvidas que ainda estavam sem respostas?, informou o delegado. A mãe de Macléia prestou o primeiro depoimento ao então delegado de Atalaia que apurava o caso, Ednaldo Marques. Na época ela denunciou que Amália tinha ameaçado sua filha, porque sentia ciúmes. A fazendeira também sabia que Macléia teve um filho com o juiz e isso seria o principal motivo da fúria. Amiga Antonio Carlos Lessa afirmou que na próxima sexta-feira vai ouvir Ivone Batista dos Santos, amiga de Macléia e uma das últimas pessoas a conversar com ela. ?Acredito que vou ouvir ainda, mais ou menos, umas dez pessoas?, acrescentou Lessa. O delegado confirmou que uma pessoa, ainda não ouvida pela Polícia Civil, será convocada para prestar esclarecimentos na delegacia regional de São Miguel dos Campos. ?O melhor é não divulgar o nome dessa pessoa agora, porque pode atrapalhar as investigações?, ressaltou. ### Suspeitos serão ouvidos na 2ª fase Os suspeitos do assassinato serão ouvidos apenas na segunda fase do inquérito, de acordo com o delegado Antonio Carlos Lessa. ?Primeiro vou ouvir testemunhas. Ainda há fatos que devem ser esclarecidos. Não posso estipular a data de quando ouvirei os suspeitos?, disse. Apontados pelo delegado Ednaldo Marques como autores intelectual e material do assassinato de Macléia, respectivamente Amália e José Sérgio, foram indiciados, mas o caso ficou parado porque o corpo da jovem não havia aparecido. Depois de encontrada a ossada em São Miguel dos Campos, no final do mês de abril, e constatado pelo Laboratório de Genética Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que pertence realmente a Macléia, o caso passou a ser investigado pelo delegado Antonio Carlos. Acusação O juiz de Anadia, ex-amante de Macléia, chegou a acusar o então delegado Marques de seguir apenas uma linha de investigação. Na mesma época, o promotor de Atalaia Nilson Miranda devolveu o inquérito à Polícia Civil para que fossem realizadas novas diligências no caso. Ele alegou que não existia a confirmação de que o corpo enterrado no cemitério Branca de Atalaia pertencia a Macléia. Inquérito O delegado Carlos Lessa acredita que concluirá o inquérito dentro do prazo previsto de trinta dias. ?Durante a conclusão do inquérito voltarei a me pronunciar sobre o assunto?, disse Lessa. Macléia dos Santos Souza desapareceu do município de Atalaia no dia 2 de fevereiro deste ano. Segundo Inês dos Santos, mãe da vítima, ela havia saído de casa com o mototaxista José Sérgio Azevedo. |RC