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Inqu�ritos policiais param no Agreste

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MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - A Delegacia de Homicídios de Arapiraca tem 85 inquéritos engavetados porque o titular do cargo, o delegado Maurício Henrique Duarte, não dispõe de estrutura para investigar os casos de homicídios praticados no município. ?Não temos agente nem viatura para investigar os casos?, explica o delegado, segundo o qual, 90% dos processos encalhados sequer têm autoria material ou intelectual. ?Os inquéritos têm vítima e nada mais?, completou. Além do delegado e do chefe de serviço, a delegacia especializada conta com dois escrivães, mas não tem agente que possa se debruçar na investigação de crimes. Dos 85 inquéritos de homicídio engavetados, 70 foram deixados pelo delegado anterior. Segundo o delegado Maurício Duarte, os últimos homicídios foram elucidados com ajuda da população e de vítimas que tiveram coragem para informar os nomes dos criminosos. ?Como não temos estrutura, ficamos na dependência da ajuda da população?, diz. A precariedade não é privilégio da Delegacia de Homicídios. A Delegacia Municipal (1º Distrito) também não tem agente para investigar crimes de lesão corporal e tráfico de drogas, por exemplo. ?Temos 30 inquéritos em andamento, mas estamos com dificuldade de concluí-los por falta de estrutura?, queixa-se a delegada Elisabeth Sampaio. Segundo ela, a Polícia Civil praticamente não investiga crimes em Arapiraca. ?Em alguns casos, a gente pede que as vítimas tragam nome e endereço dos acusados. Se não fizermos isso, teremos dificuldades em elucidar as ocorrências?, revela a delegada, que utiliza computador e colete particulares para agilizar o trabalho. Outro empecilho ao trabalho dos delegados é a necessidade de a delegacia utilizar seus agentes na fiscalização e revista de presos. ?A delegacia deveria se preocupar com o trabalho de investigação, mas o pessoal perde muito tempo e não pode deixar de cuidar dos presos que aguardam julgamento?, diz Maurício Duarte.

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