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Guerra na pol�cia faz mais uma v�tima

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EDNELSON FEITOSA Repórter O comerciante Vanilo Lima da Silva, 36, foi executado a tiros de pistola, calibre 380, na noite da última terça-feira. Ele era um dos acusados de envolvimento no homicídio do policial Valter Dias Santana, crime ocorrido em junho de 2003, na Via Expressa, na Serraria. O assassinato de Valter Dias provocou uma ?guerra? entre policiais, ex-requisitados e ?chumbetas?, que já resultou em nove assassinatos, inclusive de dois outros policiais: Sinvaldo Feitosa e José Carlos Ferreira. Vanilo Lima chegou a ser preso, juntamente com demais suspeitos do crime, mas foi colocado em liberdade, há dois meses, por determinação do juiz Daniel Accioly. Também foram liberados por ordem judicial Wolkmar dos Santos, Josué Teixeira da Silva e Marcos Ferreira Silveira. Os policiais Robson Rui Gomes de Araújo, o ?Robinho?, e José Alfredo de Souza Pontes, o ?Alfredinho?, continuam recolhidos ao presídio Baldomero Cavalcanti. O HOMICÍDIO O comerciante Vanilo Lima foi emboscado e executado com mais de dez tiros de pistola, quando entrava no sanitário de uma lanchonete, tipo passaporte, localizada no Residencial Tabuleiro, na Via Expressa, no Tabuleiro do Martins. Ele estava morando no condomínio desde que foi solto pela Justiça. Na manhã de ontem, sua esposa se recusou a falar com a imprensa e um rapaz, que se declarou um parente, advertiu que a família não quer comentar o caso. Segundo ofício da Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc II), a vítima bebia na companhia de um amigo, identificado como Lindolfo, quando ocorreu o crime. Rubens Paulo da Silva, cunhado da vítima, declarou ter ouvido os estampidos e quando chegou ao local, o comerciante estava morto. Apesar de assustados com a violência, moradores do condomínio revelaram ontem que Vanilo estava bebendo, há algum tempo, no Passaport Coqueiral, e não percebeu que estava sendo observado por um homem parado próximo aos latões de lixo, numa distância aproximada de 30 metros de sua mesa. Quando Vanilo se levantou para ir ao banheiro, o autor dos disparos começou a caminhar na direção da vítima, que começou a ser atingida pelos tiros no momento que chegou à porta. No muro que dá acesso à parte externa do condomínio e nas paredes do banheiro havia perfurações à bala. Vários projéteis atingiram os blocos, logo após transfixarem o corpo da vítima. Fuga de moto Após efetuar os disparos que mataram o comerciante, o atirador colocou a arma na cintura, pulou o muro do condomínio e fugiu numa motocicleta, pilotada por outro homem que tinha permanecido o tempo todo aguardando a execução do homicídio. O corpo de Vanilo permaneceu no local por quase quatro horas antes de ser levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Maceió.

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