Polícia
Comerciante era suspeito de pistolagem
EDNELSON FEITOSA Repórter Para tentar identificar indícios de autoria da execução do comerciante Vanilo Lima, morto a tiros de pistola 380, na noite da última terça-feira, no Residencial Tabuleiro, no bairro do Tabuleiro do Martins, a polícia iniciou ontem investigações para levantar crimes dos quais ele e seu grupo eram suspeitos de envolvimento: como o latrocínio de uma comerciante no Benedito Bentes e a morte de um cidadão, conhecido como Neto, assassinado a tiros dentro de seu veículo Gol, no município de Junqueiro. Os dois casos ocorreram no ano passado. A polícia investiga, também, se existe alguma relação entre a morte de Vanilo e o assassinato de um amigo dele, ocorrido na semana passada. José Cícero de Lima, o ?Pinto?, foi morto a tiros no Loteamento Santa Lúcia. José Cícero era sobrinho do policial civil Cícero Cassiano, que também era um velho conhecido do comerciante assassinado. Pinto foi executado de maneira semelhante à morte de Vanilo Lima, ou seja, emboscado por homens, não identificados, quando se encontrava no bar ?José Ferreira?, localizado na Rua Hélio Brezélio, na Santa Lúcia. Vanilo morreu no passaport (bar) do Residencial Tabuleiro. Ele foi morto por dois homens que fugiram numa motocicleta. Apesar de dispor de poucas informações sobre a morte da comerciante no Benedito Bentes, a polícia apurou que Vanilo e seu grupo foram contratados por um empreiteiro para matar um proprietário rural, conhecido como Neto, que residia na cidade de Atalaia e tinha negócios em Junqueiro. O homicídio ocorreu naquele município. Neto foi morto pelos pistoleiros dentro do seu carro, um Gol, de cor prata. O envolvimento do grupo de policiais no crime chegou ao conhecimento da delegacia local. Guerra de policiais A principal linha de investigação das autoridades policiais diz respeito, no entanto, ao envolvimento do comerciante na ?guerra? entre policiais. Inclusive, ele chegou a ser indiciado em inquérito e preso, acusado de participar da emboscada que resultou na morte do policial civil Valter Dias Santana, em junho de 2003, na Serraria. Além de Vanilo, foram indiciados no inquérito e estão processados pela Justiça os policiais Robson Rui de Araújo e José Alfredo Pontes, que continuam presos, o soldado PM Marcos Ferreira Silveira, agente penitenciário Josué Teixeira da Silva e Wolkmar dos Santos, estes em liberdade. O delegado Dácio Pacheco, que investiga o crime, pretende notificar os parentes da vítima; o amigo que estava com ele e o dono do Passaporte Coqueiral.