Polícia
Bando acusado de golpe da Previd�ncia
FERNANDO VINÍCIUS Repórter Maragogi - Quatro pessoas estão presas na delegacia de Maragogi suspeitas de formação de quadrilha, estelionato e falsificação de documento público. O bando foi preso quinta-feira numa operação que envolveu policiais civis, militares e o Pelotão de Operações Especiais (Pelopes). A quadrilha tentava sacar R$ 31.708,95 da agência do Banco do Brasil de Maragogi, dinheiro que estava depositado na conta corrente de Maria Luzanira Nogueira, servidora estadual falecida em 6 de novembro de 2001. A retirada do valor seria feita por Wellingta Balbino de Melo, 24, usando documentos falsos supostamente preparados por Jardiel Júnior Ferreira, 30, contador capturado ontem de manhã quando chegava ao seu escritório, no centro de Maceió. Documentos e computadores também foram apreendidos. O contato entre Jardiel e Wellingta foi intermediado por Gilberto da Conceição da Silva, 44, sócio de Jandira Falcão da Silva, 50, corretora que atua agilizando empréstimos para aposentados. Todos estão detidos na delegacia de Maragogi, onde prestaram depoimento e devem ser transferidos para Maceió. Segundo o delegado Valter Rocha, as investigações indicam a possibilidade de envolvimento de outras pessoas, responsáveis por passar informações sobre depósitos em contas de pensionistas já falecidos, como no caso de Maria Luzanira Nogueira, mãe adotiva de Wellingta, que alega ter solicitado o encerramento da conta após a morte de sua madrasta. ### Gangue falsificou assinatura de juiz para sacar dinheiro Maria Luzanira, mãe de Wellingta, disse que soube da existência da quantia por intermédio de um funcionário da agência, informação descartada pelo gerente do banco, Fidel Alves de Lima. ?O que pode ter ocorrido é o envio de uma correspondência no final do ano para o endereço da titular da conta, um procedimento de rotina?, explicou o gerente. Wellingta foi apresentada por amigos a Gilberto da Silva, que trabalha para a corretora Jandira Falcão. Ele garantiu que conseguiria efetuar o saque, trabalho que seria realizado por Jardiel Ferreira, apontado como autor do alvará liberatório falsificado, documento apresentado por Wellingta para retirar o dinheiro. Datado em 24 de maio de 2005, o alvará teria sido emitido durante uma edição do programa Justiça Itinerante e estava assinado pelo juiz Almi Hilário dos Santos, outra falsificação preparada pela quadrilha. Com o documento em mãos, Wellingta procurou o gerente do BB para sacar o dinheiro na quarta-feira, 1. Fidel Alves conversou com ela sobre as normas do banco, explicando que precisaria confirmar a veracidade do documento com o juiz, do Juizado Especial de Arapiraca. Na quinta-feira, 2, quando Wellingta retornou à agência para sacar o valor, Fidel Alves conseguiu falar com o juiz. Informado sobre o caso, Almi Hilário declarou que não assinou o alvará, enviando via fax um ofício impedindo a liberação do pagamento e outro ofício ao delegado Valter do Nascimento pedindo autuação em flagrante. |FV