Polícia
Delegado prev� novos indiciamentos
BLEINE OLIVEIRA Repórter Sem pressa, o delegado Antônio Carlos Azevedo Lessa, da regional de Atalaia, vem juntando indícios e depoimentos que podem comprovar a participação do mototaxista José Sérgio Azevedo Silva e da fazendeira Amália Miranda Lopes, no assassinato de Macléia de Souza Santos. Macléia foi seqüestrada e assassinada em fevereiro passado, e desde então sua família aponta José Sérgio e Amália como responsáveis pelo crime. Ontem, o delegado ouviu o depoimento de uma amiga de Macléia, que saiu de Atalaia temendo as ameaças feitas pelo mototaxista José Sérgio. A jovem não teve sua identidade revelada, mas, segundo Antônio Carlos Lessa, as informações que prestou são decisivas para a conclusão do inquérito. ?O indiciamento que já consta do inquérito está mantido e podemos indiciar outras pessoas?, afirmou o delegado, durante o depoimento da testemunha secreta. Amiga de Macléia, ela disse que a jovem não era garota de programa. ?Gostava de farra, mas não fumava, não bebia e nunca recebeu dinheiro de ninguém?, declarou. Sobre o crime, a testemunha disse acreditar no envolvimento da fazendeira e do mototaxista, avaliação baseada em detalhes das conversas que mantinha com a amiga assassinada. ?Não disse nada antes porque, temendo as ameaças, não quis me envolver?, acrescentou a depoente. Ainda esta semana o delegado ouvirá duas outras pessoas. Ele revelou que na próxima semana convocará Amália Lopes e José Sérgio para novo depoimento. O delegado revelou que tanto José Sérgio quanto Amália Lopes continuam indiciados como executor e mandante da morte de Macléia Souza. Os dois foram apontados pelo delegado Ednaldo Marques, que antecedeu Antônio Carlos Lessa, como responsáveis pelo assassinato. A causa teria sido o ciúme da fazendeira, que descobriu o relacionamento amoroso entre seu marido, juiz Willamo de Miranda Lopes, da Comarca de Anadia, e a jovem Macléia, de 23 anos, do qual resultou um filho, atualmente com três anos de idade.