Polícia
Suspeito de assassinar policial vai a j�ri
EDNELSON FEITOSA Repórter O policial civil Robson Rui Gomes de Araújo, o ?Robinho?, será julgado hoje, a partir das 13 horas, no Fórum de Maceió. Ele é acusado de participar do atentado que resultou na morte do também policial civil Valter Dias de Santana, executado a tiros, no bairro da Serraria, em junho de 2003. O policial José Alfredo de Souza Pontes, o ?Alfredinho?, e o ex-militar Josué Teixeira da Silva, o ?Teixeira?, que respondem ao mesmo processo, não serão julgados, porque recorreram da decisão de pronúncia do juiz Daniel Acioli, que preside a sessão do Tribunal do Júri da Capital. O promotor Márcio Roberto, representante do Ministério Público, declarou que a principal prova que o MP dispõe no processo contra Robson Rui foi o terceiro depoimento da viúva do policial assassinado, a bancária Tânia Lima, onde ela garante ter reconhecido o policial como sendo um dos homens que estavam no veículo Marea usado na emboscada contra Valter Dias. Tânia, que está fora de Alagoas, recebendo proteção da Polícia Federal, recebeu três tiros, no momento do atentado que matou seu marido. ASSASSINATO Segundo Márcio Roberto, o pai do policial Sinvaldo Feitosa, comerciante Sinval Feitosa, não será ouvido em depoimento durante o julgamento de ?Robinho?. Sinval declarou à polícia que o filho lhe contou que tinha participado do assassinato do policial Valter, juntamente com ?Robinho? e ?Alfredinho?. O veículo Marea era um veículo roubado que Sinvaldo guardava com ele para fazer ?serviços? de polícia. Sinvaldo Feitosa foi assassinado dois meses depois de Valter Dias. Inicialmente, a polícia tentou relacionar os dois crimes, visto que Sinvaldo era suspeito de matar Valter, desde as primeiras investigações. No entanto, quando o comerciante Sinval resolveu falar sobre a morte do filho, não acusou pessoas ligadas a Valter, e sim, cúmplices de Sinvaldo, que teria sido executado por questões passionais. Nos exames realizados pelo Instituto de Criminalística, os peritos descobriram que uma pistola de calibre 9 mm encontrada dentro do Gol de Sinvaldo tinha sido usada na morte de Dias, reforçando a tese de que tudo que o policial havia declarado ao pai, ou seja, de sua participação no atentado ocorrido na Serraria, era verdade. O policial Robson Rui terá um defensor público durante o julgamento. Ele está recolhido à carceragem do presídio Baldomero Cavalcanti, desde o ano passado, quando teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça.