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Estudante escapa de cativeiro em favela

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EDNELSON FEITOSA Repórter Uma estudante de classe média foi vítima de seqüestro, na noite da última terça-feira. Ela saía de casa no conjunto José Tenório, na Serraria, quando foi atacada por três homens desconhecidos e jogada num veículo, que não soube identificar. Rafaela de Melo Maia, 19, foi mantida em cativeiro na favela de Jaraguá até conseguir pedir ajuda à família pelo celular. Foi o namorado de Rafaela, Plácido Pereira de Melo, quem buscou apoio da polícia. Ele entrou em contato com a base da Operação Litorânea (Oplit), na Jatiúca, afirmando que havia um seqüestro em andamento e que uma estudante estava sendo mantida em cativeiro. Quando os policiais chegaram à favela, local indicado por Plácido, a vítima já havia conseguido fugir. Num novo contato, o rapaz informou que estava com a namorada num estabelecimento comercial na Rua Sandoval Arroxelas, em Ponta Verde. Rafaela estava em estado de choque, quando os policiais da Oplit chegaram e apresentava hematomas pelo corpo. De imediato, ela foi socorrida para o hospital da Unimed, no Farol. O namorado relatou que a estudante tinha sido vítima de espancamento por parte dos seqüestradores e que também sofreu ameaças de morte por um dos bandidos. Ela revelou que tinha passado muito tempo sob a ameaça de uma faca-peixeira. Um fato considerado estranho pela polícia é que, em nenhum momento, os marginais falaram em resgate. Deixou barraco A polícia também não entende o motivo de o homem, que estava armado de faca e que havia ficado com ela no barraco, ter saído do local sem maiores explicações, dando oportunidade para que a vítima não encontrasse dificuldade para fugir. A família de Rafaela não quis falar à imprensa. O delegado do 6º Distrito, Valdir Silva de Carvalho, declarou que não recebeu Boletim de Ocorrência (BO), comunicando o seqüestro de Rafaela. No entanto, tomou conhecimento de que ela e a família foram orientados a comparecer àquela distrital para oficializar uma queixa e revelar os pormenores do seqüestro. ?Estou aguardando um contato com eles para determinar a abertura de inquérito policial?, declarou ele.

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