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Assaltantes levam mulher como ref�m

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EDNELSON FEITOSA Repórter Os marginais estão cada vez mais ousados em Maceió, inclusive os bandidos que atuam na periferia da cidade. Na noite da última quinta-feira, dois assaltantes armados invadiram um mercadinho no Loteamento Santos Dumont, no Tabuleiro do Martins, roubaram todo dinheiro que havia no caixa e exigiram as chaves do carro do proprietário do estabelecimento. No momento da fuga, eles forçaram a esposa do filho do comerciante, que estava chegando ao mercadinho, entrar no veículo e fugiram pelas ruas esburacadas da localidade na direção da rodovia BR-104. Os parentes da vítima do seqüestro comunicaram o crime às polícias Militar e Civil e esperaram que ela fosse deixada próximo ao local do assalto. No entanto, passado algum tempo, receberam um telefonema no qual os seqüestradores exigiam R$ 30 mil de resgate. Se o dinheiro não for liberado, eles advertem que a vítima será executada. Polícia afastada Ao perceber que tinha deixado de ser um assalto a mercadinho e se tornado um seqüestro, a família da mulher - que tem aproximadamente 20 anos, é casada e tem um filho menor - pediu que a polícia se afastasse do caso e passou a evitar a imprensa. ?Pelo amor de Deus. Não quero imprensa aqui, pois pode atrapalhar as negociações?, declarou ontem um cidadão que se identificou como marido da vítima. Ele garantiu que falará com a imprensa assim que a vítima for libertada pelos seqüestradores. Uma testemunha do assalto informou que os assaltantes haviam passado parte da noite de quinta-feira bebendo num bar, localizado na Rua Tancredo Neves, no Clima Bom. Eles estariam, segundo ela, num veículo de cor preta ou escura. ?Quando eles decidiram pelo assalto, foi exatamente no momento em que a vítima do seqüestro vinha chegando?, explicou ela, que não quis se identificar. O cidadão Miguel do Carmo afirmou que a violência tem tomado contornos gravíssimos no loteamento Santos Dumont. ?Os assaltos a ônibus já não chamam a atenção dos moradores. Roubo de celulares também se tornou comum e agora começam os seqüestros?, comentou ele. O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, declarou ontem que as negociações para o pagamento do resgate da vítima estão adiantadas e que o Tigre, grupo de operações especiais da Polícia Civil, vai investigar o caso, por meio de seu grupo anti-seqüestro. Seqüestros com exigência de pequenas quantias em dinheiro variam de R$ 5 a 50 mil e são comuns no Sul do País.

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