Polícia
Pai pede justi�a; pol�cia busca culpados
REGINA CARVALHO Repórter Após três dias da tragédia que vitimou Mariana Tenório, de 9 anos, João Tenório, pai da garota, ainda pede justiça e questiona quem são os responsáveis pela falha na estrutura do palco que provocou a morte da filha. Ontem, a Polícia Militar foi acionada para evitar um confronto dos pais de Mariana e vizinhos com os funcionários de uma empresa não identificada, responsável pela desmontagem do palco. ?Estávamos numa praça do Vergel quando nos chamaram para fazer o serviço de desmontagem. Não sei quem nos contratou?, disse um dos responsáveis pelo trabalho, que preferiu não se identificar. O pai de Mariana, João Tenório, impediu durante toda a manhã que desmontassem o palco, mas no início da tarde ele autorizou, depois de conversa com o delegado do 5º Distrito Policial (DP), Cícero Rocha. ?Fiquei com medo que as provas da tragédia fossem destruídas?, declarou João Tenório, emocionado. ?Nada vai trazer minha filha de volta, mas quero justiça e que os culpados por essa tragédia respondam pela morte dela?, desabafou Tenório. A desmontagem do palco atraiu a atenção de curiosos e de parentes de Mariana, que se emocionaram ao ver a cena. ?Só Deus para me dar força. Eu não agüentava mais ver esse palco?, lamentou Nadja Tenório, mãe de Mariana, enquanto mostrava as fotos da filha. Amigos da escola de Mariana acompanharam o momento em que a estrutura do palco era desmontada. ?Ela era muito boa. Não tivemos aulas ontem por causa da morte dela?, disse, chorando, o garoto Juninho, de 9 anos, que estudava com a vítima na Escola Municipal José Haroldo da Costa, no Salvador Lyra. Mariana brincava com mais três amigas em cima do palco, no último sábado, por volta das 13 horas, quando parte da estrutura desabou. O palco e um palhoção foram instalados na quadra poliesportiva do conjunto Salvador Lyra, para realização dos festejos juninos. O proprietário da empresa de produções artísticas CBN, Cristiano Bezerra, apontado como responsável pela montagem do palco, informou que terceiriza a estrutura, não sendo responsável pela tragédia. Entretanto ele não quis revelar o nome da empresa que lhe forneceu a estrutura. Ana Luíza Nogueira, da Delegacia de Crime Contra a Criança e o Adolescente, informou que o inquérito já foi instaurado e que amanhã vai começar a ouvir testemunhas e parentes de Mariana. ?Acredito que esta semana ouvirei suspeitos da morte da menina. Posso dizer que estamos apurando o fato?, declarou a delegada.